Competitividade

Brasil cai uma posição em ranking mundial de competitividade

Sétima maior economia do mundo em 57º lugar.

Valor Econômico
04/09/2014 10:31
Visualizações: 751

A competitividade da economia do Brasil continua declinando, afetada por persistentes problemas de infraestrutura, preocupações com a eficiência do governo e com a corrupção, segundo o Relatório Global de Competitividade 2014-2015, publicado pelo Fórum Econômico Mundial.

O índice coloca o Brasil, sétima maior economia do mundo, em 57º lugar entre 144 nações, perdendo uma posição em relação ao ano passado. Há três anos, o país ocupava o 48º lugar.

O relatório aponta progressos insuficientes para resolver gargalos na infraestrutura, percepção de deterioração do funcionamento das instituições (77º lugar). Também coloca a eficiência do governo brasileiro em 131ª posição entre, e em 137º lugar entre os campeões em termos de desperdício nos gastos públicos. A corrupção no Brasil é considerada, globalmente, uma das maiores (130ª). A confiança do público nos políticos do país é uma das mais baixas (140ª), só à frente de Argentina, Paraguai, Venezuela e Líbano.

O Brasil é apontado como o segundo país onde o governo mais impõe regulações que atravancam a atividade econômica (143ª posição), só sendo superado pela Venezuela nesse indicador.

O comércio exterior continua pouco liberalizado. O país tem o menor percentual de importação em relação ao PIB (144ª posição, seguido pelos EUA, Irã, Timor Leste e Myanmar. No lado das exportações/PIB, também está entre os de menor volume (140ª). O fraco sistema educacional (126ª), que não daria suficiente qualificação para os trabalhadores, e a falta de engenheiros e cientistas também afetam a competitividade, segundo o relatório.

Ao mesmo tempo, o relatório destaca que o Brasil continua a ter importantes ativos, como o tamanho do mercado e uma comunidade empresarial sofisticada (47ª), com inovação excelente (44ª) em várias pesquisas e atividades de alto valor agregado.

Na classificação deste ano, o Brasil sofre com maior fragilidade no desempenho macroeconômico (85º posição entre os 144 países). "As constatações se repetem, mas a grande diferença dessa vez é que as condições econômicas requerem urgentemente que o Brasil realmente se empenhe em reformas estruturais e investimentos produtivos', diz Benat Bilbao, um dos autores do relatório.

A avaliação é que o Brasil precisa rapidamente se preparar para enfrentar problemas com as mudanças em curso na economia mundial, com queda nos preços das matérias-primas e menor liquidez nos mercados, no momento em que os países desenvolvidos apertam as políticas monetárias.

Globalmente, a economia está em risco, apesar de anos de juros baixos, diz o relatório. A implementação de reformas estruturais é feita de forma desigual entre países e regiões.

A Suíça continua a ser considerada a economia mais competitiva do mundo, seguida por Cingapura. Os Estados Unidos melhoraram sua posição pelo segundo ano consecutivo, pulando dois lugares e ficando em terceiro. Finlândia é o quarto, Alemanha o quinto e Japão o sexto. As economias mais competitivas têm em comum a facilidade em utilizar os talentos disponíveis, além dos investimentos para reforçar a inovação.

A China, segunda maior economia do mundo, fica em 28ª posição. O país continua a liderar a competitividade entre os Brics com ampla margem, bem à frente de Rússia (53ª), África do Sul (56ª), Brasil (57ª) e Índia (71ª).

Na Europa, vários países que foram severamente atingidos pela crise econômica têm competitividade melhor que o Brasil, como Espanha (35ª), Portugal (36ª) e Itália (49ª). Na América Latina, a economia mais competitiva, na avaliação do Fórum Econômico Mundial, é o Chile (33ª posição), seguida pelo Panamá (48º) e pela Costa Rica (51º).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.