Negócios

Brasil e Argentina não chegam a acordo sobre financiamento à exportação

Brasil propõe empréstimos de até US$ 3 bilhões/ ano.

Folha de S. Paulo
30/04/2014 16:21
Visualizações: 1724

 

Brasil e Argentina não conseguiram chegar a um acordo ontem, terça-feira (29), sobre o sistema de garantias para o financiamento de exportações.
A ideia é que o modelo possa ajudar a destravar o comércio entre os dois países. Até março, as vendas do Brasil para a nação vizinha caíram 14%.
A reunião em Brasília, da qual participaram ministros e empresários, terminou apenas com a promessa de um novo cronograma de encontros.
As próximas reuniões devem ocorrer nos dias 6 e 7 de maio em Brasília, informou Luiz Moan, presidente da Anfavea, que representa as montadoras brasileiras.
O Brasil propõe um sistema de garantias para empréstimos de até US$ 3 bilhões por ano ao país vizinho. Em contrapartida, exige que a Argentina assuma a dívida com o exportador brasileiro, eliminando o risco cambial do comprador.
Pela proposta, o importador de lá pagará o valor da mercadoria diretamente ao banco central argentino, que terá prazo de até quatro meses para quitar a dívida com a companhia brasileira.
Outra modelagem sugerida é a emissão de títulos do governo argentino aos importadores para bancar as oscilações do câmbio até o período do pagamento.
FALTA DE DÓLARES
Diante da falta de dólares do governo argentino, importadores têm encontrado dificuldade para honrar o pagamento dos contratos.
Isso faz com que os bancos fiquem mais receosos em emprestar dinheiro para financiar as vendas dos exportadores ao país.
Com o sistema de garantias, o governo brasileiro pretende justamente destravar as linhas de financiamento privadas.
As operações serão limitadas a US$ 1 bilhão de quatro em quatro meses por meio do Fundo de Garantia à Exportação, vinculado ao Ministério da Fazenda.
INDÚSTRIA BRASILEIRA
A maior parte da linha de crédito será usada pela indústria automotiva brasileira, que representa 60% das exportações à Argentina e vem sofrendo com queda nas vendas no início deste ano.
Por isso, participaram da reunião representantes de montadores e do setor de autopeças dos dois países.
Segundo Luiz Moan, os argentinos não recusaram a oferta brasileira, mas há o entendimento de que é preciso aprofundar a análise.
Axel Kichillof, ministro da Economia argentino, não quis dar entrevista após o encontro. Os ministros Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Guido Mantega (Fazenda) não comentaram.

Brasil e Argentina não conseguiram chegar a um acordo ontem, terça-feira (29), sobre o sistema de garantias para o financiamento de exportações. A ideia é que o modelo possa ajudar a destravar o comércio entre os dois países. Até março, as vendas do Brasil para a nação vizinha caíram 14%.

A reunião em Brasília, da qual participaram ministros e empresários, terminou apenas com a promessa de um novo cronograma de encontros. As próximas reuniões devem ocorrer nos dias 6 e 7 de maio em Brasília, informou Luiz Moan, presidente da Anfavea, que representa as montadoras brasileiras.

O Brasil propõe um sistema de garantias para empréstimos de até US$ 3 bilhões por ano ao país vizinho. Em contrapartida, exige que a Argentina assuma a dívida com o exportador brasileiro, eliminando o risco cambial do comprador.

Pela proposta, o importador de lá pagará o valor da mercadoria diretamente ao banco central argentino, que terá prazo de até quatro meses para quitar a dívida com a companhia brasileira. Outra modelagem sugerida é a emissão de títulos do governo argentino aos importadores para bancar as oscilações do câmbio até o período do pagamento.

FALTA DE DÓLARES

Diante da falta de dólares do governo argentino, importadores têm encontrado dificuldade para honrar o pagamento dos contratos. Isso faz com que os bancos fiquem mais receosos em emprestar dinheiro para financiar as vendas dos exportadores ao país.

Com o sistema de garantias, o governo brasileiro pretende justamente destravar as linhas de financiamento privadas. As operações serão limitadas a US$ 1 bilhão de quatro em quatro meses por meio do Fundo de Garantia à Exportação, vinculado ao Ministério da Fazenda.

INDÚSTRIA BRASILEIRA

A maior parte da linha de crédito será usada pela indústria automotiva brasileira, que representa 60% das exportações à Argentina e vem sofrendo com queda nas vendas no início deste ano. Por isso, participaram da reunião representantes de montadores e do setor de autopeças dos dois países.

Segundo Luiz Moan, os argentinos não recusaram a oferta brasileira, mas há o entendimento de que é preciso aprofundar a análise. Axel Kichillof, ministro da Economia argentino, não quis dar entrevista após o encontro. Os ministros Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Guido Mantega (Fazenda) não comentaram.

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