Gasoduto

Brasil estuda alternativas ao gasoduto proposto por Chávez

Agencia EFE
23/11/2006 00:00
Visualizações: 1668

O Brasil estuda alternativas menos ambiciosas para o chamado "Grande Gasoduto do Sul" proposto pelo presidente venezuelano Hugo Chávez para interligar toda a América do Sul, informou hoje um representante do Ministério de Minas e Energia.

Uma das alternativas é levar o gás venezuelano diretamente para os estados do nordeste e não para o sul, explicou o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann.

O funcionário deu hoje uma entrevista coletiva em Brasília para apresentar o "Plano Nacional de Energia 2030", que prevê uma expansão da oferta, por meio de diferentes fontes, para sustentar o crescimento econômico e atender a demanda de uma população que ganhará 35 milhões de habitantes nas próximas três décadas.

"Primeiro, uma etapa inteira é estudada. Agora estamos estudando fazê-lo por etapas em função da disponibilidade de gás da Venezuela", disse Zimmermann aos jornalistas.

O projeto originalmente proposto pelo Governo venezuelano prevê investimentos de cerca de US$ 23 bilhões para a construção de uma rede de mais de 10.000 quilômetros de extensão que atravessaria todo Brasil em direção a Argentina, Uruguai e Paraguai, e transportaria 150 milhões de metros cúbicos por dia de combustível.

Zimmermann afirmou que um projeto desta magnitude não é igual à oferta exportável prevista pela Venezuela de 50 milhões de metros cúbicos a partir de 2016.

Para Brasil e Argentina, a alternativa mais viável e que necessitaria de menos investimentos é abastecer o sul com gás boliviano, que, além disso, teria um menor custo, indicou.

O uso do gás natural da Venezuela não estaria necessariamente condicionado ao projeto do "Gasoduto do Sul", explicou o funcionário.

A expansão do gás natural na matriz energética do Brasil não dependeria apenas da Venezuela, mas também da importação de Gás Natural Liquidificado (GNL) e do aumento da produção da Petrobras.

Para satisfazer a demanda interna, o Brasil terá que importar cerca de 124 milhões de metros cúbicos até 2030, segundo o plano oficial.

Até 2015 está previsto manter as compras da Bolívia estáveis em 30 milhões de metros cúbicos por dia e construir uma primeira fábrica de descompressão de GNL.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.