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Brasil pode aprender com a China a impulsionar investimentos privados em inovação

Redação/Assessoria MCTIC
06/09/2017 09:51
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A China é um exemplo de como a implantação de parques tecnológicos contribui para alavancar o desenvolvimento econômico e social de um país por meio de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e do estímulo à inovação. A avaliação foi feita no quarto encontro da subcomissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizado nesta terça-feira (5), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

No evento, a delegação chinesa apresentou às autoridades brasileiras dados que comprovam os impactos positivos dessa política iniciada há 32 anos. “Os parques tecnológicos geram 20% do PIB da China. É um sistema eficaz, com plataforma de serviços e infraestrutura. No início dessa política, o governo concedeu muitos incentivos fiscais e continua criando talentos dentro desses parques, continuamente”, afirmou o vice-ministro de Ciência e Tecnologia do governo chinês, Xu Nanping.

Atento a esse dado, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata, alertou que o governo brasileiro deve absorver a capacidade chinesa de incentivar o setor privado a investir em ciência e tecnologia. “Na China, 2,3% do PIB são investidos em pesquisa e desenvolvimento. É um número, sem dúvida, significativo. O Brasil investe hoje 1,27% do PIB e tem como meta chegar a 2% até 2022. Ocorre que, no Brasil, o setor público investe uma porcentagem maior que a China em P&D, algo em torno de 0,7%, enquanto os chineses investem um terço desse valor. Ou seja, o grande aspecto a ser melhorado é o investimento do setor privado”, ressaltou o secretário.

“O setor público chinês consegue alavancar investimentos significativos da iniciativa privada. Temos que conhecer esses instrumentos com mais propriedade e nos beneficiar dessa política”, acrescentou.

Prata acredita que é preciso, acima de tudo, investir em políticas ligadas a incentivos fiscais para que o setor privado sinta-se estimulado a investir mais. Em sua avaliação, o MCTIC tem trabalhado para fomentar esse ambiente. “Prova disso é que o Brasil tem a Finep, uma forte agência de inovação, a Embrapii, um instrumento nacional recente, que permite ao setor público compartilhar o risco tecnológico com empresas, facilitando o investimento por parte delas.”

Parcerias em diversas áreas

A China é, hoje, o maior parceiro comercial do Brasil. Por meio do MCTIC, há diversas parcerias com o governo chinês nas áreas de mudanças climáticas, energias renováveis, biotecnologia, entre outras. “Temos uma série de propostas e iniciativas muito concretas. Hoje, fizemos aqui uma revisão das ações em cada uma das áreas em que cooperamos e discutimos temas delicados referentes à maneira como estamos avançando”, afirmou Prata.

Para o vice-ministro Xu Nanping, os países compartilham da “mesma visão”. “Precisamos aprofundar nossa cooperação, melhorar e aperfeiçoar o que já existe. Nossa relação bilateral em matéria de ciência e tecnologia tem um longo caminho a percorrer”, defendeu.

O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia, o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, destacou que cabe “a essa subcomissão encontrar e identificar como expandir e aperfeiçoar a cooperação entre o Brasil e a China”. “É um vetor, e temos o desafio no sentido manter esses canais funcionando, bem como verificar o avanço dos trabalhos nessas parcerias para que o setor de ciência, tecnologia e inovação avance como ocorre no setor comercial.”

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