Tecnologia

Brasil, referência em biotecnologia de cana

Redação/Assessoria
15/10/2015 10:54
Brasil, referência em biotecnologia de cana Imagem: Divulgação Visualizações: 2345

 

O milho, o algodão e a soja modificados geneticamente são responsáveis por melhorias na produção de alimentos em todo o mundo há mais de duas décadas. A partir desta quarta-feira (14), o Brasil vai trazer esses benefícios também para o setor sucroenergético e será pioneiro mundial da nova tecnologia. Com a presença da presidente Dilma Rousseff, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura seu novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP).
O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação
Os laboratórios são dedicados à busca por inovações em cana-de-açúcar, incluindo variedades de cana geneticamente melhoradas, sementes artificiais e marcadores moleculares. Segundo o presidente do Conselho de Administração do CTC, Luís Roberto Pogetti, essa é uma transição do “mundo antigo para o mundo moderno do desenvolvimento”.
“Ainda existe uma avenida enorme para ser explorada na cana de açúcar. A biotecnologia é o passaporte para isso, para avançar do mundo tradicional para a transformação genética, que é a tecnologia do futuro. Esse laboratório vai viabilizar essa passagem para esse mundo mais moderno”, comentou.
O Brasil vai ser pioneiro na área de biotecnologia para cana-de-açúcar. O presidente do CTC, Gustavo Leite, ressaltou que o produto, 100% nacional, precisa ser valorizado pelos brasileiros.“Empresas multinacionais não vão olhar para a cana. Se nós brasileiro não fizermos nada pela cana, a gente vai estar perdendo uma oportunidade de ouro porque ela tem potencial imcomparável”, mencionou.
Indústria Brasileira com Tecnologia Brasileira
O presidente do CTC destacou que para dar salto na tecnologia é preciso além de laboratórios de ponta. É necessário atrair profissionais com qualificação diferenciada. Nesse sentido, dos 450 profissionais do complexo, 60% são pesquisadores. E para completar o conhecimento brasileiro, 20 são do exterior. O intercâmbio de formação visa garantir que todo o conhecimento seja englobado e acelere as pesquisas.
“Esforçamo-nos para trazer pessoas de outros países do mundo que tenham conhecimento que precisamos para complementar o nosso conhecimento local. Mapeamos o mundo para descobrir os principais talentos nas linhas de pesquisa de atuação da área. Essa é uma forma de acelerar o processo e reter conhecimento. Queremos indústria brasileira com tecnologia brasileira”, explicou.
O Laboratório de Biotecnologia Agrícola
O investimento no laboratório foi de R$ 40 milhões. Parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O milho, o algodão e a soja modificados geneticamente são responsáveis por melhorias na produção de alimentos em todo o mundo há mais de duas décadas. A partir desta quarta-feira (14), o Brasil vai trazer esses benefícios também para o setor sucroenergético e será pioneiro mundial da nova tecnologia. Com a presença da presidente Dilma Rousseff, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura seu novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP).

O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação

Os laboratórios são dedicados à busca por inovações em cana-de-açúcar, incluindo variedades de cana geneticamente melhoradas, sementes artificiais e marcadores moleculares. Segundo o presidente do Conselho de Administração do CTC, Luís Roberto Pogetti, essa é uma transição do “mundo antigo para o mundo moderno do desenvolvimento”.

“Ainda existe uma avenida enorme para ser explorada na cana de açúcar. A biotecnologia é o passaporte para isso, para avançar do mundo tradicional para a transformação genética, que é a tecnologia do futuro. Esse laboratório vai viabilizar essa passagem para esse mundo mais moderno”, comentou.

O Brasil vai ser pioneiro na área de biotecnologia para cana-de-açúcar. O presidente do CTC, Gustavo Leite, ressaltou que o produto, 100% nacional, precisa ser valorizado pelos brasileiros.“Empresas multinacionais não vão olhar para a cana. Se nós brasileiro não fizermos nada pela cana, a gente vai estar perdendo uma oportunidade de ouro porque ela tem potencial imcomparável”, mencionou.

Indústria Brasileira com Tecnologia Brasileira

O presidente do CTC destacou que para dar salto na tecnologia é preciso além de laboratórios de ponta. É necessário atrair profissionais com qualificação diferenciada. Nesse sentido, dos 450 profissionais do complexo, 60% são pesquisadores. E para completar o conhecimento brasileiro, 20 são do exterior. O intercâmbio de formação visa garantir que todo o conhecimento seja englobado e acelere as pesquisas.

“Esforçamo-nos para trazer pessoas de outros países do mundo que tenham conhecimento que precisamos para complementar o nosso conhecimento local. Mapeamos o mundo para descobrir os principais talentos nas linhas de pesquisa de atuação da área. Essa é uma forma de acelerar o processo e reter conhecimento. Queremos indústria brasileira com tecnologia brasileira”, explicou.

O Laboratório de Biotecnologia Agrícola

O investimento no laboratório foi de R$ 40 milhões. Parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Melhoramento evita prejuízo de R$ 4 bi

Baratear, simplificar e aumentar a eficiência do plantio são os principais benefícios da biotecnologia para os produtores da cana-de-açúcar. O novo laboratório vai permitir o uso das  mais modernas tecnologias para gerar transformações genéticas em larga escala.

Segundo o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist, a cana-de-açúcar modificada beneficiará o produtor com variedades mais produtivas, de maior teor de açúcar, tolerantes à seca e resistentes a pragas. A primeira dessas variedades, a cana resistente à broca (praga) deve chegar ao mercado em 2017. Com o uso da nova tecnologia, será possível evitar prejuízo de R$ 4 bilhões por ano.

“Nossa cana geneticamente modificada vai proteger a cana de praga. Isso porque inserimos uma proteína dentro que não vai permitir o consumo pela broca. Isso significa menos inseticida, porque hoje se usa inseticida para combater a praga, menos poluição ambiental, maior facilidade para o produtor e maior benefício para o País”, explicou o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist.

O pesquisador destacou ainda que o Brasil já em referencia no mundo pela cana-de-açúcar. “O Brasil é o país da cana, mas a gente ainda não se beneficiou da tecnologia da biotecnologa. Então nós estabelecemos esses laboratórios para enfim trazer a biotecnologia para a cana-de-açúcar”.

No caso de Marcadores Moleculares, o uso vai permitir a identificação de características desejáveis na cana-de-açúcar por meio da análise de seu DNA. Cada variedade tem um código de barras (molecular) único e com os marcadores é possível identificá-los. Isso também permite a realização de cruzamentos dirigidos, gerando variedades melhores em menos tempo. “Seremos capazes de reduzir o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, diminuindo ainda mais os atuais oito anos”, completou o diretor.

Semente de cana-de-açúcar

Ainda serão conduzidas, no complexo, pesquisas para o desenvolvimento de sementes artificiais de cana-de-açúcar. Inovação que promete revolucionar a maneira como se planta a cultura, proporcionando reduções de custo, melhoria da produtividade e simplificação operacional.

“Hoje chega ao produtor através de pedaços de cana, mudas de cana-de-açúcar. No futuro essa tecnologia vai chegar através de uma semente artificial, que é outra revolução que estamos desenvolvendo, que significa plantar um hectare de cana de açúcar com 300 quilos de semente artificial, em vez de 20 toneladas de muda”, enfatizou Lee Burnquist.

Segundo o pesquisador, as inovações são uma solução para tornar o mesmo hectare mais produtivo o que “fatalmente” vai tornar mais barato a produção. “Quanto mais você produzir por área, mais barato fica a produção unitária. Essa é uma solução para as dificuldades que o setor está passando em termos de aumento de produtividade “, acrescentou.

 

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