Energia
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Ao completar 10 anos, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) anunciou como uma de suas principais metas o aperfeiçoamento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), medido em razão de causas climáticas, fatores hidrológicos, questões de demanda e consumo.
De acordo com Antônio Carlos Fraga Machado, presidente do Conselho de Administração da CCEE, o principal problema do PLD é a oscilação observada nos preços de energia. 'Os modelos foram feitos em uma época em que o Brasil era estatal e isso refletia a economia e os recursos. Além disso, tudo era feito olhando para o horizonte futuro', afirma Machado.
A atual proposta da CCEE é criar oportunidades de negócios para o PLD. Em maio de 2008, o orgão já havia realizado um workshop para tentar chegar a um consenso em relação aos preços de liquidação das diferenças, porém não foram tomadas medidas concretas nesse quesito. A câmara deverá apresentar outra proposta dentro dos próximos dias.
Outro objetivo da CCEE é aumentar o número de adimplência para 100% no mercado de curto prazo do setor energético brasileiro até o primeiro trimestre do ano de 2010. Para isso, a Câmara analisará os contratos futuros dos fornecedores de energia, iniciando assim uma projeção para os próximos seis meses. Atualmente o histórico de inadimplência da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é de 99,5% e a metodologia anterior era baseada na análise do histórico dos fornecedores por 2 anos, sendo que eram contabilizadas as últimas 3 inadimplências.
Em relação à possibilidade de negociar energia elétrica para o mercado futuro, Antônio acredita que é muito cedo para realizar previsões e que o Brasil precisa consolidar-se no setor. 'Dependemos das condições nacionais, temos distribuidoras fortes, porém o mercado livre precisaria ter essa condição de negociação. Ainda temos um longo caminho para começar a pensar em derivativos e nesses papéis', conclui.
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