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Contratos de partilha vão produzir 2 milhões de barris a partir de 2028

Redação TN Petróleo/Assessoria PPSA
10/12/2025 09:10
Contratos de partilha vão produzir 2 milhões de barris a partir de 2028 Imagem: Divulgação PPSA Visualizações: 1610

A partir de 2028, os contratos de partilha estarão produzindo cerca de dois milhões de barris de petróleo por dia, volume que representará mais de 40% da produção nacional. O pico de produção deverá ser alcançado em 2030, considerando os atuais contratos comerciais. Para o desenvolvimento dos campos que possuem contrato de partilha, são previstos investimentos de US$ 71 bilhões nos próximos cinco anos, incluindo a entrada em operação de sete FPSOs e a perfuração de 182 poços entre 2026 e 2030.

Segundo a Diretora Técnica da PPSA, Tabita Loureiro (foto), as projeções atualizadas demonstram que a produção de petróleo da União alcançará seu pico em 2033, podendo chegar a 506 mil barris por dia. Já a parcela diária de gás natural da União produzida em partilha deve saltar dos 480 mil m³/dia registrados em setembro de 2025 para 2,1 milhão m³/dia em 2028, atingindo o pico em 2034, com 3,8 milhões m³/dia.

"O estudo demonstra o excelente resultado dos contratos de partilha para a sociedade brasileira. Estamos falando de uma produção substancial e crescente. Em dez anos, a União terá um total de 1,4 bilhão de barris de óleo e 9 bilhões de m³ de gás natural a serem ofertados ao mercado. Isso nos proporcionará uma arrecadação potencial de aproximadamente R$ 518 bilhões, apenas com a comercialização dessas parcelas, até 2035", afirmou.

O trabalho foi elaborado com base em três cenários, a partir de variações do preço do Brent – Pessimista, Referência e Otimista – e considera a produção de dez contratos de partilha comerciais, além dos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) de Mero e Atapu – até fevereiro de 2027 – e dos AIPs de Jubarte e Tupi até 2035. No cenário Referência, a estimativa é de uma arrecadação total para os cofres públicos de até R$ 1,2 trilhão em dez anos, considerando os resultados da comercialização, o pagamento de royalties e de tributos. As projeções fazem parte do estudo "Estimativas de resultados nos contratos de partilha e nos acordos de individualização com participação da União para o período 2026-2035", apresentado nesta terça-feira durante o Fórum Técnico PPSA, no Rio de Janeiro.

A PPSA também apresentou o acompanhamento que vem realizando sobre a intensidade de emissões associada à produção de um barril de óleo equivalente nos contratos de partilha e no AIP de Tupi. O indicador atual é de 8,41 kgCO₂e/boe, enquanto a média da OGCI está em torno de 17 kgCO₂e/boe, demonstrando a performance sustentável dos ativos do pré-sal.

Acesse a apresentação na íntegra.

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