Economia

Copom mantém Selic em 14,25% ao ano

Agência Brasil
03/09/2015 10:16
Copom mantém Selic em 14,25% ao ano Imagem: Divulgação Banco Central Visualizações: 1331

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu hoje (2), por unanimidade, manter a Selic, taxa básica de juros da economia, em 14,25% ao ano. O BC confirmou as previsões do mercado ao suspender o aperto monetário, após um ciclo de sete altas seguidas. Na última reunião, o Copom elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, fazendo-a retornar ao nivel de outubro de 2006.
O Copom já havia indicado, em comunicado, que a taxa básica de juros ficaria inalterada daqui para a frente. “O comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”. A meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%.
Há uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é 6,5%. Para 2015, a estimativa da equipe econômica é que a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano acima do teto, em 9,25% Até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula alta de 9,56% em 12 meses.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Os juros mais altos causam reflexos nos preços, porque as taxas elevadas encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Firjan: manutenção da Selic deve ser 
complementada com maior protagonismo na área fiscal
A economia brasileira encontra-se na maior recessão desde a década de 90, a produção industrial está há mais de dois anos em queda e a taxa de desemprego em franca ascensão. Como se não bastasse, o ambiente é de elevada incerteza interna e externa, baixa confiança de empresários e consumidores, e de redução expressiva dos investimentos. Nesse quadro, a interrupção do processo de elevação da taxa Selic evitará aprofundamento adicional da queda do PIB, mas ainda longe de ser suficiente para sustentar as perspectivas de retomada do crescimento.
A parada do processo de alta da Selic precisa ser complementada por sinais mais claros de protagonismo no enfrentamento do desequilíbrio fiscal deste e dos próximos anos. Para o Sistema Firjan, a apresentação de medidas concretas para conter o aumento das despesas e propostas de reformas estruturais para atacar a rigidez do orçamento são fundamentais para a recuperação da confiança.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu hoje (2), por unanimidade, manter a Selic, taxa básica de juros da economia, em 14,25% ao ano. O BC confirmou as previsões do mercado ao suspender o aperto monetário, após um ciclo de sete altas seguidas. Na última reunião, o Copom elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, fazendo-a retornar ao nivel de outubro de 2006.

O Copom já havia indicado, em comunicado, que a taxa básica de juros ficaria inalterada daqui para a frente. “O comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”. A meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%.

Há uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é 6,5%. Para 2015, a estimativa da equipe econômica é que a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano acima do teto, em 9,25% Até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula alta de 9,56% em 12 meses.

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Os juros mais altos causam reflexos nos preços, porque as taxas elevadas encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Firjan: manutenção da Selic deve ser complementada com maior protagonismo na área fiscal

A economia brasileira encontra-se na maior recessão desde a década de 90, a produção industrial está há mais de dois anos em queda e a taxa de desemprego em franca ascensão. Como se não bastasse, o ambiente é de elevada incerteza interna e externa, baixa confiança de empresários e consumidores, e de redução expressiva dos investimentos. Nesse quadro, a interrupção do processo de elevação da taxa Selic evitará aprofundamento adicional da queda do PIB, mas ainda longe de ser suficiente para sustentar as perspectivas de retomada do crescimento.

A parada do processo de alta da Selic precisa ser complementada por sinais mais claros de protagonismo no enfrentamento do desequilíbrio fiscal deste e dos próximos anos. Para o Sistema Firjan, a apresentação de medidas concretas para conter o aumento das despesas e propostas de reformas estruturais para atacar a rigidez do orçamento são fundamentais para a recuperação da confiança.

 

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