Petrobras

Corte de apelações dos EUA ouve argumentos em processo contra a Petrobras

Reuters - 02/11/2016
02/11/2016 19:47
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Advogados da Petrobras PETR4.SA pediram nesta quarta-feira a uma corte federal de apelações dos Estados Unidos a retirada de certificação de uma classe de investidores que tenta recuperar bilhões de dólares em perdas possivelmente decorrentes do escândalo de corrupção investigado pela operação Lava-Jato.

A Petrobras e os seus garantidores financeiros argumentaram que não está claro se compradores e vendedores de ações da companhia, comercializadas em operações em todo mundo, estavam fazendo transações nos EUA. Somente papéis comercializados nos EUA podem ser incluídos na ação de classe.

Os advogados também afirmaram à corte de apelações em Nova York que os reclamantes não mostraram de forma adequada que as notícias do escândalo sobre propinas e subornos políticos tiveram um efeito depreciativo no preço das ações da empresa.

A Petrobras pretende reverter uma decisão tomada em fevereiro pelo juiz Jed Rakoff em Manhattan que certificou duas classes de reclamantes, afirmando que as reivindicações eram parecidas o suficiente para serem agrupadas.

A certificação de classe pode tonar mais fácil para investidores a recuperação de grandes somas do que os processos individuais, apesar de isso não ser garantia de sucesso.

Promotores da operação Lava-Jato acusam ex-executivos da Petrobras de receberem bilhões em propinas durante uma década, principalmente de empreiteiras. A Petrobras se diz vítima de um esquema de indivíduos corruptos.

O escândalo contribuiu para uma queda no valor de mercado da Petrobras para menos de 20 bilhões de dólares, dos quase 300 bilhões de dólares de menos de oito anos atrás, segundo dados da Reuters, e investidores na empresa querem uma compensação.

Jeremy Lieberman, advogado da Pomerantz representando os acionistas, afirmou que a decisão de Rakoff foi correta e que a corte distrital seria facilmente capaz de determinar quem deve ser incluído ou deixado de fora da classe.

Ele também disse que há uma ligação clara entre as más notícias sobre os desdobramentos na investigação da Petrobras no Brasil e uma queda no preço das participações.

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