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CTC/PUC-Rio inaugura seu mais novo Laboratório de Combustão Industrial, que promete ser referência no Brasil

Redação/Assessoria
04/06/2018 17:58
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A Petrobras e a PUC-Rio entregaram, no dia 10 de maio, um dos projetos mais arrojados da universidade e único de seu padrão no Estado do Rio de Janeiro: o novo Laboratório de Combustão Industrial, do Departamento de Engenharia Mecânica (MEC) do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), situado no subsolo do prédio Padre Laércio Dias de Moura. Ocupando cerca de 330m², a maior área entre os demais setores instalados no prédio situado no estacionamento da PUC-Rio, o laboratório teve seu custo patrocinado pela Petrobras: cerca de R$ 4 milhões. O ambiente, moderno e único no Brasil, abrigará o grupo de pesquisas liderado pelo professor Luís Fernando Figueira da Silva, do MEC.

“Eu, representando a universidade, em conjunto com a força de trabalho do Centro de Pesquisas da Petrobras, o Cenpes, e uma contribuição valiosa do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), unimos forças, trabalhamos juntos na definição do projeto detalhado do laboratório e no acompanhamento da obra. Esta realização é motivo de muito orgulho para todos nós”, reforça o professor.

Antes alocado em um espaço de 40m², que estava há dez anos em operação, o novo laboratório terá agora a possibilidade de desenvolver projetos mais ambiciosos, com toda a segurança necessária às pesquisas e demonstrações para a indústria, na área de combustão. Exclusivamente acadêmico até então, o novo laboratório poderá atender também a solicitações de empresas interessadas em estudos e desenvolvimentos nas áreas de transformação e de geração de energia.

O conjunto de equipamentos Laboratório de Combustão Industrial do CTC/PUC-Rio é composto por três lasers para caracterização da combustão, que interagem com as chamas e servem para medir temperatura, velocidade, compostos químicos que existem nas chamas etc, e duas câmaras intensificadas, capazes de observar uma quantidade de luz muito fraca, uma das características de compostos químicos da combustão. Há também duas instalações experimentais representativas de queimadores reais e um compressor de ar de grande vazão que servirá também a outros laboratórios instalados no prédio.

“É o único laboratório nesses padrões. Com essa vocação acadêmica, não há igual no Brasil, já que temos experiência no uso desses equipamentos que estão na fronteira da pesquisa. Outras universidades, como ITA, USP e UFRGS, têm equipamentos similares, mas recorrem a nós para que treinemos seus alunos”, afirma o professor.

Uma das salas, com 14 metros de altura, será capaz de abrigar, por exemplo, um dispositivo que simula o flare de plataformas de exploração de petróleo. O espaço é o único no prédio que conta com sistema de ar-condicionado central e tem quatro salas de ensaio prontas para experimentos de escala laboratorial, como alguns representativos de turbinas a gás, turbinas de avião e outros de indústrias petroquímicas e de transformação, por exemplo. “Temos um sistema de extração de gases queimados muito melhor hoje e também uma maior disponibilidade de gases, tanto ar comprimido quanto diferentes gases como hidrogênio, metano e outros, e toda infraestrutura laboratorial que a área de combustão requer”, pontua Silva.

Seu time de pesquisadores tem uma característica peculiar: é 100% feminino, com seis alunas de graduação e uma de mestrado, todas em Engenharia Mecânica; algo inédito inclusive no mercado de trabalho entre os profissionais de combustão. Todas são também bolsistas na PUC-Rio e seus trabalhos no laboratório contam também com o treinamento dado pelo Prof. Luís Fernando, cujos resultados são surpreendentes. Três delas cursarão seus doutorados na França: uma já está na Universidade de Lille, outra já foi aceita pra trabalhar na área de pesquisa da Ansys, uma das maiores fabricantes de softwares de engenharia do mundo, e uma terceira está em processo de entrevista com a Centrale Supelec, depois de ter sido uma das quatro bolsistas selecionadas em todo mundo para participar de um evento em março na Kaust (King Abdullah University of Science and Technology), a mais importante universidade da Arábia Saudita. Após a primeira semana de evento, a aluna se destacou e foi convidada para passar um mês no país, trabalhando com as equipes de pesquisa da Kaust, com tudo pago. “O ambiente masculino não as impede: já provaram que são melhores do que muitos na área que escolheram”, fala o professor, sem esconder o orgulho.

 

 

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