CNI

Custo da indústria brasileira sobe e reduz competitividade

Redação/Assessoria
05/09/2018 17:50
Custo da indústria brasileira sobe e reduz competitividade Imagem: Divulgação Visualizações: 945

Institucional

Os custos com o trabalho no Brasil subiram mais do que nos principais parceiros comerciais do país. No ano passado, o custo unitário do trabalho efetivo (CUT efetivo), que compara o custo médio do trabalho, em dólares, para fabricar um produto manufaturado no Brasil com o dos 10 principais parceiros comerciais do país, aumentou 5,4%. A informação é do estudo Indicadores de Competitividade-Custo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre 2007 e 2017, o CUT efetivo do Brasil teve alta de 13,1%, indicando perda de competitividade da indústria brasileira em relação às indústrias de Estados Unidos, Argentina, Alemanha, México, Japão, França, Itália, Coreia do Sul, Países Baixos e Reino Unido. “Para 2018, a expectativa é que a competitividade volte a crescer (ou seja, que o CUT efetivo volte a cair). Tanto a produtividade do trabalho, que continua a crescer no Brasil, como a taxa de câmbio, que reverteu a tendência de apreciação, devem contribuir positivamente para a competitividade da indústria brasileira”, prevê a CNI.

A evolução do indicador depende da variação do salário médio real e da produtividade do trabalho no Brasil, em comparação com a evolução nos principais parceiros comerciais do país, bem como da variação das taxas de câmbio real entre a moeda brasileira e as moedas dos parceiros. Assim, o CUT efetivo aumenta quando o salário no Brasil cresce mais do que nos países parceiros, a produtividade sobe menos do que nos parceiros e a moeda brasileira se valoriza diante do dólar.

Em 2017, o salário médio real na indústria brasileira subiu 2,7% na comparação com a média dos demais parceiros comerciais. “Os maiores aumentos do salário médio real do Brasil, com relação ao salário médio real de seus principais parceiros comerciais, foram registrados na comparação com os Países Baixos (4,2%), a Coreia do Sul (4,1%) e a Itália (3,8%)”, afirma o estudo.

Produtividade

Ainda no ano passado, a produtividade do trabalho na indústria brasileira aumentou 2,3% em relação à média dos principais parceiros comerciais. Subiu 5% em relação à do México, 3,8% à da Itália e 3,7% à dos Estados Unidos. Mas caiu 1,3% em relação à da indústria sul coreana. O aumento do salário médio real efetivo (2,7%) foi maior do que o da produtividade (2,3%) e contribuiu para a perda de competividade do Brasil. No entanto, o principal determinante para a perda de competitividade em 2017 foi a valorização do real de 5% diante da cesta de moedas dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Na década entre 2007 e 2017, o salário médio real efetivo da indústria brasileira aumentou 16,3%, a produtividade do trabalho efetiva caiu 1,8% e o real se desvalorizou 4,5% em relação à cesta de moedas dos principais parceiros do país. Com isso, o CUT efetivo do período cresceu 13,1%.

“A análise da evolução do CUT efetivo mostra que o aumento da competitividade de um país depende do aumento da produtividade das empresas e do equilíbrio fiscal”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Ele explica que o crescimento da produtividade é decisivo para o aumento dos lucros e dos salários e para a redução dos preços dos produtos brasileiros em relação aos estrangeiros. “A estabilidade do ambiente macroeconômico gera confiança e reduz a volatilidade da taxa de câmbio e, consequentemente, da competitividade”, completa.

O CUT efetivo é construído com base nos custos unitário do trabalho (CUTs) real em dólar do Brasil e de seus principais parceiros comerciais. O CUT representa o custo com trabalho para a produção de uma unidade de produto, por exemplo, um televisor, um carro ou mesmo um lápis. O custo unitário do trabalho relativo (CUT relativo) de um país é o CUT do país dividido pelo CUT de outro país, ambos em dólar real. “Por exemplo, o CUT relativo Brasil-Argentina compara a evolução do CUT do Brasil com o CUT da Argentina, ambos em dólar real. Um aumento no CUT relativo Brasil-Argentina mostra que ficou mais caro produzir no Brasil do que na Argentina”, explica o estudo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Workshop
ANP realiza workshop sobre proposta de novo modelo de li...
28/04/26
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23