Empresas
Enquanto o preço-alvo da OGX Petróleo caiu de R$ 18 para R$ 6, o da HRT foi reduzido de R$ 26 a R$ 8 e o da QGEP Participações, de R$ 23 para R$ 14.
Valor Online
Em relatório enviado ao mercado nesta segunda-feira (2), o Deutsche Bank decidiu reduzir suas estimativas para todas as empresas de exploração e produção de petróleo. Enquanto o preço-alvo da OGX Petróleo caiu de R$ 18 para R$ 6, o da HRT foi reduzido de R$ 26 a R$ 8 e o da QGEP Participações, de R$ 23 para R$ 14.
O banco alemão acredita que o melhor investimento entre essas petroleiras continua sendo no braço de exploração e produção da Queiroz Galvão. Ela é a única cujas ações têm recomendação de compra pela instituição. Já para HRT, a avaliação foi cortada para manutenção dos papéis. A empresa de Eike Batista tem a mesma classificação.
Apesar de a QGEP não ter demonstrado sucesso em seus empreendimentos em geral, a recomendação de compra foi garantida à ação porque o atual preço não considera nenhuma descoberta de reservas, afirma a instituição. Apenas o campo de Manati já traria um valor de R$ 9, sendo que o papel era negociado a R$ 7,33 na última sexta-feira.
O relatório dos analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca mostra uma visão mais conservadora sobre o setor. Os dois principais motivos são a grande volatilidade dos ativos, que reagem fortemente a qualquer divulgação, e o sentimento negativos dos investidores em geral sobre essas companhias.
O Deutsche lembra que o desempenho dos papéis das três está, nos últimos meses, bem abaixo do mercado em geral e também da principal empresa de petróleo, a Petrobras. “Não esperamos que a confiança do mercado aumente [em relação às ações]”, dizem os analistas.
Para HRT e OGX, após sucessivos relatórios decepcionantes, o único evento que faria suas ações engatarem um movimento de alta, de acordo com o banco, seria transformar seu portfólio em dinheiro. “A HRT, por exemplo, tem que achar logo seu primeiro campo comercializável”, avaliam. A OGX já iniciou a fase de produção em Tubarão Azul.
As duas preteridas pela instituição ainda têm outros problemas. Entre eles, está a preocupação com a queima de caixa. Como o fluxo de geração vem sendo baixo, as companhias começam a duvidar que a posição atual de dinheiro disponível seja o suficiente para financiar seus projetos até o ano que vem.
O Deutsche acha que uma nova emissão de dívida pode vir a ser necessária no fim de 2013. “Mas acreditamos que o custo desse endividamento vai ser excessivo”, calculam Sequeira e Fonseca.
Fale Conosco
23