Portos

Docas analisa alternativas para área ociosa no Porto de São Sebastião

A Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) deseja implementar, a curto e médios prazos, parcerias com a iniciativa privada ou outros órgãos públicos que têm como objetivo a elevação da movimentação de cargas e serviços

A Tribuna
18/10/2010 07:33
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A Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) deseja implementar, a curto e médios prazos, parcerias com a iniciativa privada ou outros órgãos públicos que têm como objetivo a elevação da movimentação de cargas e serviços no Porto de São Sebastião.
 

Para tanto, a CDSS quer efetivamente ocupar uma área de cerca de 350 mil metros quadrados que integram a retroárea portuária, mas que está ociosa. O tema foi debatido na última reunião do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) realizada no final de setembro. O prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi e conselheiro do CAP foi solidário com a intenção da CDSS.
 

“Qualquer projeto que respeite a questão ambiental e objetive a elevação da movimentação no cais tem nosso apoio. Afinal, isso significa a abertura de novos espaços comerciais que irão inserir ainda mais o porto sebastianense de cargas secas no mercado, o que é de suma importância para sua afirmação no cenário portuário nacional. Além disso, a elevação dos negócios resulta também na possibilidade sempre bem vinda de aumento dos postos de trabalho diretos e indiretos na atividade portuária”, analisou.
 

Segundo o presidente da CDSS, Frederico Bussinger, esta é uma proposta para aumentar o movimento no porto ainda este ano e em 2011, não tendo nenhuma relação com o Projeto Integrado Porto Cidade (PIPC), que trata da expansão da área portuária (em avaliação nos órgãos ambientais).
 

Ainda conforme Bussinger, a atual área portuária tem cerca de 450 mil m² e que, desses, somente cerca de 80 a 90 mil m² são efetivamente ocupados com as atuais movimentações portuárias.
 

A área ociosa, conhecida como “areião” (antiga praia ao lado cais), está localizada ao lado dos atuais galpões lonados. Cerca de 100 mil m² dessa área, de acordo com Bussinger, podem imediatamente ser transformados em pátios de operação.
 

A medida obteve aval dos representantes dos sindicatos dos trabalhadores presentes à reunião. “Hoje, vivemos um dilema: temos demanda, empresários interessados na ampliação, espaço para crescer, mas, estamos de mãos atadas por uma série de contingências, inclusive de ordem jurídica”, esclareceu o presidente da CDSS. Essas demandas vêm crescendo em função do cenário de expansão do porto; da exploração e petróleo e gás na Bacia de Santos e das futuras explorações na chamada área do pré-sal.
 

Frederico Bussinger disse que não está definido o modelo sobre como essa área ociosa do porto pode ser ocupada. Ele adiantou também que essa provável ocupação não será conflitante com o projeto maior de expansão do porto e que o processo será “absolutamente transparente”.
 

O Termo de Permissão de Uso é uma das variantes apresentadas na reunião do CAP Bussinger tratará da questão ainda na reunião do Conselho de Administração (Consad) da empresa, na capital paulista) e também na Agência Nacional de Transportes Aquavários (Antaq), em Brasília.
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