Energia

EDP mira expansão com foco em eólica

Diário do Nordeste
28/08/2009 07:44
Visualizações: 223
Atualmente quarto maior produtor mundial de energia eólica, o grupo português EDP presente no Brasil com usinas hidrelétricas, dois parques eólicos e ainda uma térmica tem como estratégia definida crescer muito mais na geração de energia elétrica a partir dos ventos que de qualquer outra fonte. Para tanto, a empresa confirma sua participação no primeiro leilão exclusivo para esse tipo de energia no País, marcado para novembro próximo.


O que não está especificado ainda, informa o diretor de Sustentabilidade da EDP, Pedro Sirgado, é o volume que vai ser ofertado pela empresa.


Segundo ele, extensa carteira de projetos compõem os próximos investimentos da operadora no País, com maior aposta em energias renováveis.


"Sobre a participação no leilão de energia eólica nos já dissemos publicamente que vamos participar, mas não sabemos ainda com quanto. O Grupo EDP é o quarto produtor mundial de energia eólica e é claro que é natural, com todo esse conhecimento e know-how, além da capacidade de investimento que nós temos, que também queiramos investir nesse tipo de energia no Brasil", anunciou ontem, em Fortaleza, durante o seminário Abradee de Melhores Práticas em Qualidade da Gestão Ambiental e Responsabilidade Socioambiental.


Interesse no Nordeste


Sem parques eólicos em operação no Nordeste brasileiro, Sirgado não revelou se a EDP pretende investir na Região, e em específico no Ceará, a partir da carteira de projetos que dispõe, mas reconhece o potencial dos ventos nestas localidades do País. "É claro que o Nordeste tem potencial mas eu não tenho informação sobre a realização de estudos por parte da EDP, porque não participo desses estudos. Se eles já avaliaram a existência de um potencial realizável na Região e no Ceará eu não sei informar", argumentou.


Para o executivo, o Brasil tem, hoje, em termos de energia, incluindo aí a eletricidade e os combustíveis, uma das matrizes mais verdes do mundo.


"Em termos de energias renováveis, o País é líder mundial, porque tem hidrelétricas, com um grande potencial hidrológico já explorado e por explorar; tem também um grande potencial eólico, também conhecido, mas que ainda não é aproveitado e tem condições de ser. Portanto, ele está muito bem e pode continuar muito bem, permanecendo um líder nesta área", frisou Sirgado.


Em termos de combustíveis, ele destacou o álcool como exemplo. "Inclusive, o Brasil tem capacidade para exportar tecnologia. Isso é muito curioso. Ele possui um condição singular entre os demais países em desenvolvimento", enfatizou.


Térmicas


Na sua avaliação, a predominância de usinas térmicas na geração de energia complementar às hidrelétricas hoje no Brasil pode ser considerada uma questão conjuntural. "O enquadramento regulatório dos leilões de energia e os problemas de licenciamento ambiental têm feito com que nos últimos leilões realizados tenham entrado mais as usinas térmicas. Acho que essa é uma conseqüência de como as coisas estão montadas atualmente no País. Eu não acredito que seja um desejo do governo brasileiro essa preferência, creio que seja algo conjuntural e que vai ser corrigido rapidamente. Decididamente, essa não deve ser é uma estratégia do País", afirmou o executivo.


Conforme acrescentou, aprova do reconhecimento do governo brasileiro de que o atual enquadramento do planejamento energético, tal como está, precisa de alguns ajustes é a realização de um leilão exclusivo para a geração eólica.


"As empresas se ajustam de acordo com o planejamento do governo, se ele quer fonte eólica as empresas vão e fazem, do mesmo jeito com relação à térmica. Entretanto, com o potencial que o País tem de geração de energias renováveis, não faz sentido divergir de um crescimento nessa direção, que é uma tendência mundial. Então, creio que o governo deva perseguir esse objetivo ou pelo menos manter o que tem de renováveis. Hoje, o Brasil possui em torno de 81% de sua matriz energética dessa forma e deve, certamente, continuar dessa forma", enfatizou.


Porém, vale lembrar, disse, que todos os países precisam de uma matriz diversificada. "É possível um país ter só eólica? É praticamente impossível. Isto porque, o vento sopra quando ele quer e nós não fazemos o vento soprar. Portanto, todos os países precisam ter uma quantidade mínima de energia, que entra na rede quando o operador quer e só há duas maneiras de fazer isso. Só se pode acumular energia ou em grandes reservatórios, que é cada mais difíceis de se fazer por razões ambientais; ou com as térmicas, porque com elas, se compra carvão e se estoca, da mesma forma com o gás. Se uma hidrelétrica não tem água, não há geração. Portanto, todos os países precisam diversificar as suas fontes", argumentou.


"É claro que eles precisam apostar mais em uma. O Brasil apostou em renováveis, mas precisa das térmicas, para garantir a segurança do seu abastecimento e isso é cada vez mais importante na medida que a sua industrialização aumenta. Não se pode admitir que um dia uma fábrica precise de energia e ela não exista porque não há vento", emendou Sirgado.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
Terminais
Vast anuncia extensão de contrato com a PETRONAS Brasil ...
15/07/26
Biogás
GGT passa a integrar associação global de biogás e ampli...
14/07/26
Reconhecimento
Porto Sudeste recebe selo ouro do GHG Protocol pelo terc...
14/07/26
Pessoas
Executivo da Capco Brasil assume Diretoria de Eventos da...
14/07/26
Gasolina
CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolin...
14/07/26
SOG 2026
Operadoras apresentam estratégias de transformação digit...
14/07/26
Combustível
ETANOL/CEPEA: Cotações voltam a recuar com mais força
14/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026: Agenda destaca águas profundas, ...
13/07/26
PD&I
Hidrogel desenvolvido na Unicamp remove água presente no...
13/07/26
Internacional
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais imp...
13/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.