BPC 2026
Redação TN Petróleo/Assessoria ABPG
O segundo dia da Brazilian Petroleum Conference – BPC 2026 tem uma agenda voltada para um dos maiores desafios da indústria de óleo e gás: como extrair mais valor dos recursos já descobertos em um cenário de ativos maduros e crescente pressão por eficiência.
A segurança energética e novas fronteiras exploratórias sõ os temas centrais do evento que é uma realização conjunta da Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo (ABGP), Society of Petroleum Engineers – SPE Seção Brasil e a Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf).
“A segurança energética é um tema central para nossa sociedade, andando de mãos dadas com a sustentabilidade e acessibilidade. Por isso, é natural que ela seja o ponto focal dos debates da BPC 2026, onde não apenas projetamos as jornadas futuras, mas também revisitamos os avanços e desafios das últimas duas décadas — período em que as geociências tiveram papel determinante na evolução da indústria”, estacou o presidente da ABGP, Frederico Miranda (foto).
“A BPC acontece em um momento histórico para o país, que se posiciona como uma das grandes potências energéticas globais no setor de óleo e gás. E é histórica também para nós: celebramos 30 anos de trajetória e lançamos, nesta edição, nossa mídia institucional, a Revista Horizontes”, concluiu.
A palestra de abertura desse segundo dia foi conduzida por Ricardo Bedregal, diretor executivo da S&P Global – Upstream Operations LATAM and Frontier North America, que fez uma análise estratégica sobre a necessidade de integrar tecnologia, gestão avançada de reservatórios e marcos regulatórios modernos para sustentar a competitividade do Brasil na próxima década. Bedregal observou que, diante da maturidade dos campos e da seletividade crescente de capital, maximizar fatores de recuperação se tornou uma oportunidade decisiva para o país.
Na sessão da manhã, intitulada Unlocking Brazilian Resources Efficiently: Innovation, Regulation and Recovery Optimization, especialistas discutiram como o Brasil pode destravar o valor ainda presente em seus recursos descobertos. O painel abordou temas como digital reservoirs, métodos avançados de recuperação (EOR), gestão integrada de reservatórios, revitalização de campos maduros e mecanismos regulatórios que incentivem inovação e eficiência.
A mensagem central foi clara: tecnologia e política pública precisam atuar de forma complementar para ampliar a recuperação, otimizar o desenvolvimento dos campos e prolongar a vida útil dos ativos, consolidando o país como referência global em gestão de recursos.
A sessão da tarde, Brazil’s Competitive Advantage & Low-Carbon Petroleum, destaca como o país reúne condições únicas para liderar a produção de petróleo de baixo carbono, combinando reservatórios offshore altamente produtivos, excelência operacional e uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.
Os debates abordam tecnologias, eficiência operacional, redução de emissões, gestão de carbono e práticas sustentáveis que reforçam a competitividade do país em um cenário global cada vez mais restritivo. A discussão mostrou como o setor pode equilibrar segurança energética, desenvolvimento econômico e metas climáticas, aproveitando vantagens naturais para gerar valor de longo prazo.
A BPC 2026 segue até o dia 21 reunindo especialistas, executivos e lideranças dos principais players da indústria de E&P no Brasil e no mundo. A quinta edição conta com patrocínio de Petrobras (Master), Prio (Gold), Dug, Brava e Repsol Sinopec Brasil (Silver), Viridien, BPS e Halliburton (Bronze), e tem o apoio de mídia da TN Petróleo.
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