Energia
Grupo é o mais afetado pela renovação onerosa das concessões.
Agência Reuters
A Eletrobras deverá receber indenização de cerca de R$ 8,5 bilhões por ativos de transmissão anteriores a maio de 2000 ainda não amortizados, no processo de renovação antecipada e condicionada de concessões do setor elétrico informou uma fonte da empresa à "Reuters" nesta segunda-feira (17).
Com isso, o ressarcimento total à Eletrobras por ativos de geração e transmissão pode alcançar ao redor de R$ 25 bilhões, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato.
O valor é mais próximo dos R$ 30 bilhões que a estatal calculava como o montante que receberia pelos investimentos não depreciados.
Inicialmente, a União ofereceu ressarcir a Eletrobras em R$ 14 bilhões por linhas de transmissão e usinas hidrelétricas cujas concessões venceriam entre 2015 e 2017.
Além da maior indenização por ativos das transmissoras anteriores a 2000, a Eletrobras receberá mais pela decisão do governo de remunerar as companhias elétricas por investimentos realizados fora do projeto básico.
Por dispêndios para ampliação, reforma e modernização de suas usinas atingidas pela renovação das concessões, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, já havia dito no começo de dezembro esperar indenização adicional de 3 bilhões a 4 bilhões.
A Eletrobras é o grupo de energia mais afetado pela renovação onerosa das concessões, parte do plano da presidente Dilma Rousseff para reduzir a conta de luz em 20%, na média, em 2013, para aumentar a competitividade da indústria nacional e estimular a economia.
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