Margem Equatorial

Em Belém, presidente do IBP defende pesquisas na Margem Equatorial

Em evento da Fiepa, Roberto Ardenghy destaca que o processo de transição energética exige a coexistência de petróleo e gás com renováveis e vantagens para a Amazônia e toda a região Norte.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
26/06/2025 07:10
Em Belém, presidente do IBP defende pesquisas na Margem Equatorial Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 1986

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy, defendeu as pesquisas para exploração de petróleo na Margem Equatorial, a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas. "Nós temos que fazer essa atividade exploratória, a perfuração, para que a gente possa trazer essa riqueza para o benefício da sociedade e do Norte do Brasil", destacou ele, na abertura do Amazon Energy 2025 & 2º Evento Pré-COP IBP, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), nesta quinta-feira (25), em Belém (PA).

O processo de transição energética e a coexistência de petróleo e gás com as fontes renováveis de energia foram os temas centrais dos painéis de debates do evento, que tem como tema central 'Integração energética para o progresso da Amazônia, com sustentabilidade e inclusão social'. Além do presidente do IBP, participaram da mesa de abertura o presidente da Fiepa, Alex Carvalho, e lideranças políticas, empresariais e acadêmicas.

"Bilhões de reais são pagos todos os dias em royalties e participações especiais e outros impostos, gerando muita atividade para as economias regionais; 17% do PIB bioindustrial brasileiro vêm do setor de óleo e gás", afirmou Ardenghy, que também moderou o painel 'Desenvolvimento Socioeconômico da Região Amazônica'. Segundo ele, o potencial das reservas em águas profundas brasileiras precisa ser considerado como um objetivo estratégico nacional. A Margem Equatorial brasileira tem potencial estimado de 30 bilhões de barris de petróleo, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"A evolução energética já começou. Mas o petróleo ainda fornece 80% da energia do mundo", observou Ardenghy, comparando a transição com uma maratona longa. "Continuar explorando o subsolo com responsabilidade e eficiência é um compromisso com o desenvolvimento social e econômico", assinalou.

Sobre eventuais riscos ambientais, o presidente do IBP lembrou que "todos os dias 3 milhões de barris de petróleo saem do pré-sal, na Bacia de Santos, sem deixar cair uma gota no mar. As empresas têm compromissos com a preservação. Todas cumprem as regras. Coitado país que deixa enterrado em seu subsolo riquezas inexploradas", afirmou.

Participaram do primeiro painel Luiz Guilherme Moura Viana Diniz, gerente de Produção de Urucu da Petrobras; Fernando Flexa Ribeiro, diretor presidente da Companhia de Gás do Pará; e Renan Canedo, consultor técnico da empresa TGS DO BRASIL.

Região paralisada

O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, disse que a Amazônia está anestesiada por falta de um plano de desenvolvimento sustentável. "É impossível pensar em sustentabilidade ambiental sem pensar em desenvolvimento", frisou. "Belém está de braços abertos para discutir verdades, ciência, tecnologia e inovação", afirmou Carvalho, na abertura do evento.

Para o dirigente da Fiepa, a construção de uma lógica econômica voltada para o desenvolvimento sustentável exige união e força. "Precisamos estar fortalecidos para valorizar as ferramentas indutoras da transformação", disse. "Hoje, existem empresas que acreditam no potencial brasileiro", completou.

Benefícios sociais

No painel 'A experiência exitosa de E&P no Brasil e a geração de benefícios para a sociedade', Maria Izabel Magalhães Gomes Ramos, gerente de Soluções Baseadas na Natureza da Petrobras, destacou as iniciativas da empresa na área ambiental. O programa ProFloresta+, em parceria com o BNDES, que promove a restauração de áreas degradadas na Amazônia, está entre os mais importantes. Segundo ela, o ProFloresta busca recuperar até 50 mil hectares de floresta, com a meta de capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono.

Alexandre Viana Gebara, secretário executivo do Conselho Gestor do Fundo Soberano – COGEF do Estado do Espírito Santo, falou sobre os programas de desenvolvimento de longo prazo garantidos pelos royalties do petróleo. "Trata-se de uma poupança intergeracional. O Fundo Soberano do Espírito Santo registrou um saldo de R$ 2 bilhões em junho de 2025", disse Gebara.

O presidente do IBP ressaltou que a experiência do Espírito Santo com o Fundo Soberano é muito importante para a recapacitação das comunidades e economias regionais. "Os recursos dos royalties devem ser redirecionados para a reinvenção do município", disse.

O Amazon Energy 2025 & 2º Evento Pré-COP IBP prossegue nesta quinta-feira (26). Confira aqui a programação completa. 

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