China

Em cinco anos, país deve responder por metade da demanda mundial de petróleo

Valor Econômico
21/02/2011 09:23
Visualizações: 831
Os objetivos mais citados dos investimentos internacionais das estatais chinesas de petróleo e gás são aumentar suas reservas, expandir a produção e diversificar suas fontes de abastecimento. Atualmente, as maiores compras são feitas na Arábia Saudita, Angola, Irã, Rússia, Sudão, Omã, Iraque, Kuwait, Líbia e Cazaquistão.
 

A voracidade com que a China tem consumido energia justifica o aumento da dependência do país por petróleo e gás importados. Em 2009 a produção doméstica chinesa de petróleo foi de 4 milhões de barris/dia, o que é o dobro da produção atual da Petrobras, maior empresa da América Latina. Mesmo assim, a produção não consegue atender à demanda interna desde 1993, quando o país se tornou importador líquido de petróleo. Em 2010, a China importou 4,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, 17,5% mais que em 2009, e nos próximos cinco anos deve responder por quase metade da demanda mundial por petróleo, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE).
 

O consumo de gás natural, que começou a ser importado apenas em 2006, sobe a cada ano. A China produziu 83 bilhões de metros cúbicos em 2009 - quantidade insuficiente para atender a demanda de 87,5 bilhões de metros cúbicos naquele ano. No primeiro semestre de 2010 a demanda cresceu 22% e deve chegar a 340 bilhões de metros cúbicos em 2020.
 
 
Os números mostram que não é por acaso que as estatais de petróleo chinesas têm hoje participação na produção de 20 dos 31 países onde operam, segundo a AIE, em associação com outras estatais e também empresas internacionais, como a BP e Total. A AIE mostra que as petroleiras chinesas estão se tornando empresas competitivas globalmente, sem no entanto estar claro ainda qual o compromisso delas com o suprimento do país. Nem toda a cota de produção chinesa em diversos países é enviada para a China, sendo vendida no mercado internacional.
 

A China deve chegar a 2030 importando o equivalente a 79% do seu consumo de petróleo bruto. Em 2010, as estatais chinesas investiram US$ 15,74 bilhões em empresas de petróleo da América Latina, segundo dados da AIE. O valor é um pouco menor do que todos os gastos em fusões e aquisições realizados por empresas chinesas em 2009, que somou US$ 18,2 bilhões, o que, segundo levantamento da AIE, representou 13% de todo o investimento (US$ 144 bilhões) com fusões e aquisições mundiais do setor naquele ano.
 

As estatais chinesas têm forte presença na África, Ásia e Oriente Médio. Em 2009 a China foi o destino de 52% da produção de petróleo (465 mil barris/dia) do Sudão. Da Venezuela foram importados entre 155 mil e 400 mil barris/dia no primeiro semestre de 2010, mas o volume vai aumentar quando ficar pronta uma refinaria da PetroChina (subsidiária da CNPC) capaz de processar petróleo venezuelano no sul da China.
 

O furacão chinês chegou na América Latina em março de 2010, quando a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) comprou 50% da Bridas Corporation, que tinha 40% da Pan American Energy, as duas maiores exportadoras de petróleo da Argentina, também com uma base de ativos na Bolívia e Ásia Central. Em novembro a CNOOC comprou da BP os outros 60% da Pan American.
 

A entrada da chinesa State Grid na transmissão de energia, pagando US$ 1,7 bilhão em maio do ano passado por sete empresas de transmissão reunidas na Plena Transmissoras ainda não foi totalmente compreendida. A operação foi recebida com preocupação por alguns empresários brasileiros, que temem a concorrência porque a empresa tem acesso a equipamentos mais baratos e financiamentos a taxas muito mais atraentes do que as que podem servir a empresas brasileiras. Até hoje não estão claros os planos da State Grid e se ela vai entrar no setor de geração de energia ou se manter na transmissão. A empresa fez vários contatos com a Eletrobras em busca de parcerias. 
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Elétrica
Garantia Física entra no radar das geradoras hidrelétric...
10/07/26
Gás Natural
ANP determina revisão de cronograma para adequação de un...
10/07/26
Gás Natural
Gás natural: ANP aprova atuação de ofício para soluciona...
10/07/26
Biodiesel
ANP revisará regras para usos voluntários de biodiesel
10/07/26
ANP
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
10/07/26
Construção Naval
Estaleiro Rio Grande recebe 11 mil toneladas de aço para...
10/07/26
ANP
Inscrições para Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026 podem...
10/07/26
Rio de Janeiro
ANP estará presente na Rio Innovation Week
10/07/26
Apoio Offshore
Porto do Açu investe em gestão hídrica para impulsionar ...
09/07/26
Oportunidade
Equinor abre inscrições para Programa de Estágio 2026
08/07/26
Acordo
ANP e Petrobras assinam acordo para adequação de 335 poç...
07/07/26
Bacia de Pelotas
TGS inicia, em agosto, janela ambiental para proteção da...
07/07/26
Gasodutos
TBG e UTE Paulínia Verde firmam compromisso para transpo...
07/07/26
Multimodal
Ultracargo e bp ampliam capacidade de armazenagem para f...
07/07/26
Fenasucro
Frota pesada: biometano une potencial energético à baixa...
07/07/26
Logística
Vast Infraestrutura e Petrobras reforçam parceria e assi...
06/07/26
Energia Elétrica
Thymos Energia avalia Leilão de Transmissão da Aneel
06/07/26
Negócio
Supergasbras assina primeiro contrato de fornecimento de...
06/07/26
Posicionamento IBP
Mudança do instrumento não corrige as ilegalidades do Im...
06/07/26
Pessoas
Alessandro Cantarino assume o cargo de Vice-Presidente E...
06/07/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana com mercado dividido entre queda...
06/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.