Gás natural

Em setembro a comercialização de gás natural em Pernambuco volta a níveis pré-pandemia

Redação TN Petróleo/Assessoria
12/11/2020 16:36
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“As indústrias que são nossas clientes já voltaram totalmente. Algumas estão até produzindo mais do que antes, para poder atender a demanda”, afirmou o presidente da Copergás, André Campos, que mantém contatos diários com o setor. Os segmentos que estão com produção mais acelerada são os do aço, cerâmica e vidro.

A recuperação começou em agosto, quanto o patamar de consumo do gás natural igualou-se ao do mesmo mês do ano passado, e consolidou-se em setembro. “Sinceramente, quando a gente estava aqui no pico da pandemia, achávamos que a recuperação ia demorar muito. Nas primeiras projeções que fizemos, só voltaríamos ao volume pré-pandemia em fevereiro de 2021. O retorno foi bem antes do esperado”, disse André.

O segmento industrial é responsável pela maior parte do consumo de todo o volume de gás natural distribuído em Pernambuco. A participação torna a distribuição do gás natural um indicador da situação econômica do Estado. Hoje a Copergás tem 106 indústrias interligadas a sua rede de fornecimento, devendo encerrar o ano com 113.

“A Copergás é parceira do desenvolvimento de Pernambuco. Cumprimos nossa obrigação de fornecer o combustível necessário para que as indústrias retomem sua produção, assegurando as condições para que isso aconteça sem interrupções e na proporção demandada”, destacou André.

Para 2021 os rumos da economia no país ainda são uma incógnita – não se sabe se o atual ritmo de retomada será mantido no mesmo patamar. Mas no planejamento da Copergás o próximo ano aponta para a consolidação de um ambicioso projeto: a ampla interiorização do gás natural, levando o fornecimento até Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e a Garanhuns, no Agreste.

A ação nos dois municípios é fruto de uma parceria firmada em julho passado entre a Copergás e um gigante mundial do setor, a Golar Power. Como a construção de gasodutos do Recife ao Sertão é algo muito oneroso, a princípio o energético chegará à região por meio de uma solução pioneira: o gás natural liquefeito (líquido) será transportado em caminhões-containers até o município de destino. Lá uma estação de regaseificação o transformará para a forma gasosa (gás natural), e a distribuição será realizada por uma rede local de gasodutos.

Divulgação

A operação cria condições para atrair novos empreendimentos à região, aquecendo a economia local e promovendo o desenvolvimento regional. Em Petrolina, as obras devem começar em janeiro de 2021. A estação de regaseificação será instalada em terreno doado pelo governo de Pernambuco e a rede local de gasodutos terá 40 km. A previsão é que o fornecimento de gás tenha início no segundo trimestre do ano, atendendo aos primeiros clientes do distrito industrial local. No município a Copergás já tem contrato de fornecimento assinado com a Gypsum, empresa pioneira no Brasil em drywall (tecnologia que substitui a alvenaria tradicional, combinando placas de gesso com perfis de aço galvanizado). Em seguida, o atendimento será ampliado para o abastecimento veicular, residencial e comercial. Em Garanhuns a estimativa é de que a operação esteja em funcionamento no final do segundo trimestre de 2021. Neste município também a Copergás já tem contrato de fornecimento do gás natural, com a DPA-Nestlé.

Atuando em área considerada essencial, a Copergás não interrompeu nenhuma de suas ações durante o período de isolamento social provocado pela pandemia. Manteve os trabalhos de ampliação da rede de distribuição e a captação de novos clientes. A rede da Companhia hoje é de mais de 900 km de gasodutos (tubulações pelas quais o gás natural segue até os consumidores). Para os próximos cinco anos está prevista a instalação de mais 490 km à rede.

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