Rio Grande do Norte

Eólica offshore no Rio Grande do Norte é tema de estudo da Petrobras

Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
20/06/2023 07:16
Eólica offshore no Rio Grande do Norte é tema de estudo da Petrobras Imagem: TN Petróleo Visualizações: 2853

Nos próximos anos, o Rio Grande do Norte deve se tornar uma das principais localidades para o estudo e desenvolvimento de tecnologias voltadas para a instalação de parques eólicos offshore no país. A afirmação foi feita pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, durante coletiva realizada na sexta-feira (16) para detalhar como a companhia continuará suas operações no estado. “Nós queremos criar um ecossistema voltado para a eólica offshore aqui. Pretendemos gerar as condições para que as pessoas que trabalham, estudam e as empresas que estão interessadas nesse mercado possam conviver no Rio Grande do Norte, o que gerará benefícios para todos os envolvidos”, afirmou Jean Paul Prates.

A sede da companhia no estado, situada na Cidade da Esperança em Natal, irá abrigar parte das atividades da Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade, liderada por Mauricio Tolmasquim, que defendeu que as operações de eólica offshore são estratégicas para a Petrobras. “Se você está preso ao presente, você perde oportunidades. Fazer política e estratégia é olhar além e eu acredito que daqui a alguns anos a eólica offshore será produzida com preços muito mais baixos do que hoje. Nós não podemos ficar para trás”, disse Tolmasquim.

Além dos representantes da Petrobras, participaram da coletiva o Presidente da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales, e o diretor do SENAI do Rio Grande do Norte e do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Rodrigo Mello. A coletiva ocorreu após evento realizado na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) para marcar a assinatura de um protocolo de intenções para desenvolver ações e estratégias voltadas à transição energética, energias renováveis e descarbonização no Brasil.

“Esse acordo vai abrir caminhos para uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando o expressivo potencial eólico offshore do nosso país e impulsionando nossa trajetória em direção à transição energética justa. A Petrobras está caminhando com diligência, mantendo foco em operar de forma sustentável. Ao mesmo tempo avançando na descarbonização e atenta às oportunidades de ampliar sua atuação em novas matrizes como os combustíveis com conteúdo renovável, energia eólica e solar”, ressaltou Prates.

Indústria Petrolífera tem vantagem comparativa no mercado

“Não há uma competição entre eólica offshore e eólica onshore, porque os investidores são diferentes”, explicou Tolmasquim, quando questionado sobre o impacto da exploração da modalidade offshore no país. O diretor destacou ainda que, embora o preço da energia produzida pelas eólicas offshore tenha custo maior atualmente, a tendência é de queda, como ocorrido com outras modalidades como a solar e a eólica onshore. “Hoje pode ser que o preço da eólica offshore seja caro, mas a tendência é cair.  No Brasil, a eólica offshore faz muito sentido, porque o Brasil tem um extenso conhecimento no trabalho em mar, principalmente com petróleo. Temos equipamentos que são comuns, tem expertise que pode ser compartilhada, então para a empresa petrolífera explorar offshore é diferente de outras empresas, ela tem uma vantagem comparativa e existe uma sinergia com a atividade dela”, afirmou durante a coletiva.

O presidente da FIERN, Amaro Sales, destacou durante a coletiva as oportunidades que podem surgir para a indústria nacional a partir da instalação de parques eólicos offshore. Ele entende que os benefícios podem ser verificados por duas vertentes: inicialmente, através da produção de materiais e da geração de empregos para a construção e produção de componentes para a instalação dos parques; após esse período, com a geração de energia mais barata que poderá ser consumida pela indústria.

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