Negócios

EPP vai aplicar R$ 3,1 bilhões em geração de energia

Brasil Econômico
29/07/2010 10:39
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A produção de energia alternativa atrai cada vez mais novos empreendedores. Foi assim com um grupo de empresários paranaenses vindos de diversas companhias que decidiram se unir para fundar a Empresa Paranaense de Participações (EPP).


Novato, o grupo já tem uma das maiores carteiras de projetos em energia eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do país e pretende investir R$ 3,1 bilhões nos próximos três anos, para atingir uma capacidade de geração de energia de 733 megawatts (MW) até 2013.


De acordo com Luiz Fernando Cordeiro, diretor executivo da EPP, a companhia está em fase de captação para dar início às obras. As construções serão feitas utilizando 25% de capital próprio e o restante por meio de agentes financiadores. “Devemos alavancar parte do capital com o setor privado. Já temos sido procurados por potenciais sócios estratégicos e não descartamos a presença de fundos”, afirma Cordeiro.


Hoje, a base de acionistas da empresa é composta por quatro grupos — Enerpar, GRP, SMP e DGX. Cada um deles detém uma parcela de 25% do capital social da companhia. Projeto avançado Antes mesmo da capitalização, a EPP já tem assegurada a titularidade de 13 PCHs na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas localizadas no estado do Paraná. Juntas, as 13 usinas terão capacidade para gerar 221 MW. Dessas, 11 já se encontram em estágio avançado de licenciamento nos órgãos reguladores.


Além de ser o estado de origem do grupo, segundo Cordeiro, a escolha pelo Paraná se deve ao potencial hídrico da região que, em termos de PCHs, seria pouco explorado. “Com a execução dos projetos previstos, a EPP será detentora de 16% desse mercado no Paraná”, diz o diretor da EPP.


O projeto no segmento eólico é ainda maior.Os planos da empresa são de instalar quatro parques eólicos na Bahia, na região da Chapada da Diamantina. As medições da velocidade do vento foram iniciadas em janeiro, e cada um dos parques já conta atualmente com pelo menos uma torre instalada. A previsão é de que os empreendimentos eólicos produzam juntos 555MW.


Sinalização positiva
 

Na avaliação de Cordeiro, o mercado entendeu o início dos leilões como uma sinalização positiva do governo. Nesse processo de consolidação, a chegada dos grandes fabricantes mundiais de equipamentos para o segmento mostra a confiabilidade do negócio.


A perspectiva da EPP, tanto para as PCHs quanto para a geração eólica, é participar do primeiro leilão do próximo ano e ter toda a sua carteira de projetos operando até 2014. A Aneel já aprovou o edital para o próximo leilão de energia de reserva, com data marcada para o próximo dia 26 de agosto.


O preço-teto estipulado para o megawatt-hora de energia eólica no evento será de R$ 167. Já para a energia gerada pelas PCHs, o preço máximo será de R$ 155. No leilão de dezembro do ano passado, o preço médio para a energia eólica foi de R$ 148,39.O deságio foi de 21,49% sobre o preço-teto estipulado, de R$ 189.
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