Petrobras

Estatal só atingirá 96% da meta de produção no ano

Gazeta Mercantil
14/11/2006 00:00
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Desempenho abaixo do previsto se deve ao atraso no início da operação da Plataforma P-50. A Petrobras só vai atingir o equivalente a 96% da meta de produção de petróleo prevista para este ano, de 1,88 milhão de barris/dia. O diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, atribuiu o desempenho ao atraso no início da produção da plataforma P-50, que começou a operar este ano no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. O executivo informou, no entanto, que o insucesso deste ano não comprometerá a meta do próximo ano, de 1,979 milhão de barris/dia de produção.

Além de já contar com a produção plena de 150 mil barris/dia da P-50 para o próximo ano, fatores como a antecipação da produção da plataforma FPSO Capixaba, que vai produzir 100 mil barris/dia no campo de Espadarte, na Bacia de Campos, também vão garantir a meta do próximo ano. Barbassa revelou que, até maio, também deverá entrar em produção a plataforma Cidade Vitória, como foi batizado o módulo 2 do campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.

O diretor da Petrobras participou ontem, no Rio, de palestra para executivos do mercado de capitais promovida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no auditório da empresa, no Rio. Na ocasião, argumentou que tanto as metas de produção quanto de investimentos são definidas como desafios a serem atingidos pela companhia ao longo do ano. Por serem ousadas, justificou, tendem a ser de difícil realização.

"Na média, a empresa costuma cumprir de 80% a 90% das metas fixadas para cada ano", justificou o executivo, ao fazer questão de minimizar, por isso mesmo, os efeitos práticos do não-cumprimento de tais metas.

Com relação ao consumo de combustíveis, Barbassa confirmou que a redução do percentual de álcool na mistura com a gasolina contribuiu para aumentar em 6% o consumo de gasolina no país. Ainda no primeiro semestre, o governo determinou a redução de 25% para 20% do percentual de álcool anidro na mistura, como resposta às dificuldades das usinas produtoras de garantir o abastecimento do mercado brasileiro de combustíveis. Segundo cálculos do executivo, os 6% de aumento do consumo correspondeu a uma alta de pouco mais de 300 mil barris/dia de petróleo.

O diretor da companhia também confirmou que dará prosseguimento, nos próximos meses, à estratégia de melhoria do perfil da dívida global da empresa, por meio do alongamento e da redução das taxas pagas nas captações junto ao mercado. O diretor não quis, no entanto, adiantar qual será a próxima emissão da empresa, ao justificar que toda operação acaba por influenciar na formação dos preços pagos pela Petrobras.
Ao todo, confirmou, a dívida da estatal soma R$ 44 bilhões, sendo R$ 12 bilhões de curto prazo (até um ano de prazo).

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