Projeto

Etanolduto estreia em meio a incertezas

O primeiro trecho do etanolduto começa a funcionar a partir de março.

Brasil Econômico
16/01/2013 10:11
Visualizações: 1223

 

O primeiro trecho do etanolduto, canal de transporte do combustível, que tem a Logum Logística como a empresa responsável pelas obras, começa a funcionar a partir de março. O trecho será entre Ribeirão Preto, maior produtor no Brasil, e Paulínia, principal distribuidor.
Apesar de a data para a inauguração estar próxima, ainda não está definido modelos de contrato e valores para transporte de combustível por esse canal, o que traz dúvidas quanto a sua competitividade frente a outros modais como ferrovia, hidrovia e principalmente rodovia.
Estimativas elaboradas por um especialista no tema e ligado a agentes do setor, apontam que ao utilizar o duto para fazer o escoamento da produção de álcool, só serão beneficiadas usinas próximas a um raio de 180 km de Ribeirão Preto e ao Triângulo Mineiro.
Para esses produtores, o custo será de R$ 42 por metro cúbico, contra os atuais R$ 50 cobrados para fazer o transporte por rodovia (veja mais arte abaixo). Para 2014, quando está previsto o transbordo deste trecho se iniciando em Uberaba, o valor sairá de R$ 70 cobrados no uso das rodovias para os R$ 60 do duto.
"Só serão beneficiadas empresas que atuam nas duas pontas, produção e consumo, como é o caso da própria Petrobras e Raízen, ambas com participação acionária no projeto", observa um especialista do setor que prefere se manter sob anonimato.
Para ele, isso acontece porque a operação pelo duto deve exigir contratos fechados e de longo prazo, contrário do modal rodoviário, quando o custo só ocorre quando há utilização da via.
"Esse novo canal exige grande volume de combustível em circulação para que seja competitivo. Isso indica um escoamento em torno de 200 mil metros cúbicos de álcool por ano. Para as usinas que não conseguem atingir esse volume, o recomendado é ainda o modal rodoviário", observa.
Segundo João Chierighini, gerente de logística da Bioagência, é preciso que seja avaliada por cada usina não apenas os aspectos econômicos, mas estratégicos de mercado ao aderir ao uso do duto.
"Os usineiros temem correr riscos como a falta de demanda pelo produto. Isso acontece por falta de uma política clara de combustíveis. O governo está estimulando a frota e demanda por veículos, mas não sabe como disponibilizar mais combustível para encher os tanques", critica.
Ainda para Chierighini, esse cenário é ruim em todos os aspectos para a economia brasileira, que sofre com a trava de investimentos nas usinas de etanol. 
Diante de um cenário de incertezas para o futuro etanolduto, sua viabilidade entra novamente em xeque com a Petrobras, suspendendo aportes que correspondem a fatia de 20% no projeto para 2013.
Por conta disso, há informações de que a estatal esteja negociando com a Logum Logística a oferta de dutos já construídos em troca dos investimentos. Ambas as empresas foram procuradas pela reportagem e nenhuma delas quis se pronunciar sobre o projeto.

O primeiro trecho do etanolduto, canal de transporte do combustível, que tem a Logum Logística como a empresa responsável pelas obras, começa a funcionar a partir de março. O trecho será entre Ribeirão Preto, maior produtor no Brasil, e Paulínia, principal distribuidor.

 


Apesar de a data para a inauguração estar próxima, ainda não está definido modelos de contrato e valores para transporte de combustível por esse canal, o que traz dúvidas quanto a sua competitividade frente a outros modais como ferrovia, hidrovia e principalmente rodovia.

 


Estimativas elaboradas por um especialista no tema e ligado a agentes do setor, apontam que ao utilizar o duto para fazer o escoamento da produção de álcool, só serão beneficiadas usinas próximas a um raio de 180 km de Ribeirão Preto e ao Triângulo Mineiro.

 


Para esses produtores, o custo será de R$ 42 por metro cúbico, contra os atuais R$ 50 cobrados para fazer o transporte por rodovia (veja mais arte abaixo). Para 2014, quando está previsto o transbordo deste trecho se iniciando em Uberaba, o valor sairá de R$ 70 cobrados no uso das rodovias para os R$ 60 do duto.

 


"Só serão beneficiadas empresas que atuam nas duas pontas, produção e consumo, como é o caso da própria Petrobras e Raízen, ambas com participação acionária no projeto", observa um especialista do setor que prefere se manter sob anonimato.

 


Para ele, isso acontece porque a operação pelo duto deve exigir contratos fechados e de longo prazo, contrário do modal rodoviário, quando o custo só ocorre quando há utilização da via.

 


"Esse novo canal exige grande volume de combustível em circulação para que seja competitivo. Isso indica um escoamento em torno de 200 mil metros cúbicos de álcool por ano. Para as usinas que não conseguem atingir esse volume, o recomendado é ainda o modal rodoviário", observa.

 


Segundo João Chierighini, gerente de logística da Bioagência, é preciso que seja avaliada por cada usina não apenas os aspectos econômicos, mas estratégicos de mercado ao aderir ao uso do duto.

 


"Os usineiros temem correr riscos como a falta de demanda pelo produto. Isso acontece por falta de uma política clara de combustíveis. O governo está estimulando a frota e demanda por veículos, mas não sabe como disponibilizar mais combustível para encher os tanques", critica.

 

Ainda para Chierighini, esse cenário é ruim em todos os aspectos para a economia brasileira, que sofre com a trava de investimentos nas usinas de etanol. 

 

Diante de um cenário de incertezas para o futuro etanolduto, sua viabilidade entra novamente em xeque com a Petrobras, suspendendo aportes que correspondem a fatia de 20% no projeto para 2013.

 

Por conta disso, há informações de que a estatal esteja negociando com a Logum Logística a oferta de dutos já construídos em troca dos investimentos. Ambas as empresas foram procuradas pela reportagem e nenhuma delas quis se pronunciar sobre o projeto.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23