Opinião

Falta foco para Brasil integrar empresas e centros de pesquisa

Especialistas se reuniram no congresso da Abipti.

Agência Brasil
12/05/2014 10:42
Visualizações: 908

 

O Brasil precisa definir foco e melhorar a gestão da propriedade intelectual para integrar os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e as empresas, dizem especialistas. Eles estiveram reunidos na oitava edição do congresso da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), que ocorreu semana passada em Brasília.
Segundo o presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferências de Tecnologia (Fortec) e professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais, Rubén Dario Sinisterra, é preciso mostrar à sociedade brasileira que ciência, tecnologia e inovação (CT&I) são a base para a soberania nacional. “O Brasil conseguiu montar a Petrobras, a Embraer e a Embrapa. Então sabemos fazer quando há vontade política para isso”, diz.
Ele esclarece que as entidades de pesquisa precisam proteger a propriedade intelectual e transferir tecnologia de forma mais rápida para as empresas, porque o setor privado é mais capacitado a desenvolver produtos. Esse trabalho em que companhias e instituições de ensino compartilham conhecimentos e desenvolvem soluções tecnológicas em conjunto é chamado de inovação aberta, open innovation em inglês.
Para Bruno Moreira, sócio-diretor da Inventta, do Grupo Instituto Inovação, antes de discutir como fazer inovação aberta, é preciso discutir para que e o que fazer com as inovações. “Temos que olhar para a frente. No meu papel de buscar as tecnologias desenvolvidas dentro das universidades, posso dizer que, com 5% ou 10% [das novas tecnologias], dá para fazer negócios imediatamente. Isso porque elas nascem com um outro propósito, de fazer ciência”, diz Bruno, explicando que as instituições de pesquisa têm de buscar “coempreender”.
Um núcleo de inovações tecnológicas (NIT) também precisa ser um núcleo de negócios, explica o professor Sinisterra. Segundo ele, é preciso conhecimentos de administração de empresas para gerir a propriedade intelectual e fazê-la chegar até a ponta. Sinisterra ressalta que o Brasil tem competências, mas precisa de foco nas áreas de tecnologia em fármacos, tecnologias verdes, nanotecnologia, energia e engenharia.
“O Brasil sabe fazer inovação aberta, mas falta foco. Temos 184 novas tecnologias catalogadas em diferentes áreas. O país está mapeado. Sabemos onde estão os atores do conhecimento, mas falta articulação. Não inventemos a roda, mas demos continuidade ao que temos de melhor. Precisamos rever o que a gente já fez, colocar um foco e tomar uma decisão de aprofundar nas áreas que queremos”, acrescenta.
A coordenadora de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Sueli Soares Felipe, diz que a definição de foco é mesmo a questão mais importante para os pesquisadores. “A academia faz muitos projetos, mas eles ficam meio perdidos, então precisa haver demanda da indústria para a academia. As instituições precisam decidir se querem ser apenas geradoras de conhecimento ou se querem fazer negócio com a indústria e desenhar projetos estratégicos nas diversas áreas”, constata.

O Brasil precisa definir foco e melhorar a gestão da propriedade intelectual para integrar os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e as empresas, dizem especialistas. Eles estiveram reunidos na oitava edição do congresso da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), que ocorreu semana passada em Brasília.

Segundo o presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferências de Tecnologia (Fortec) e professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais, Rubén Dario Sinisterra, é preciso mostrar à sociedade brasileira que ciência, tecnologia e inovação (CT&I) são a base para a soberania nacional. “O Brasil conseguiu montar a Petrobras, a Embraer e a Embrapa. Então sabemos fazer quando há vontade política para isso”, diz.

Ele esclarece que as entidades de pesquisa precisam proteger a propriedade intelectual e transferir tecnologia de forma mais rápida para as empresas, porque o setor privado é mais capacitado a desenvolver produtos. Esse trabalho em que companhias e instituições de ensino compartilham conhecimentos e desenvolvem soluções tecnológicas em conjunto é chamado de inovação aberta, open innovation em inglês.

Para Bruno Moreira, sócio-diretor da Inventta, do Grupo Instituto Inovação, antes de discutir como fazer inovação aberta, é preciso discutir para que e o que fazer com as inovações. “Temos que olhar para a frente. No meu papel de buscar as tecnologias desenvolvidas dentro das universidades, posso dizer que, com 5% ou 10% [das novas tecnologias], dá para fazer negócios imediatamente. Isso porque elas nascem com um outro propósito, de fazer ciência”, diz Bruno, explicando que as instituições de pesquisa têm de buscar “coempreender”.

Um núcleo de inovações tecnológicas (NIT) também precisa ser um núcleo de negócios, explica o professor Sinisterra. Segundo ele, é preciso conhecimentos de administração de empresas para gerir a propriedade intelectual e fazê-la chegar até a ponta. Sinisterra ressalta que o Brasil tem competências, mas precisa de foco nas áreas de tecnologia em fármacos, tecnologias verdes, nanotecnologia, energia e engenharia.

“O Brasil sabe fazer inovação aberta, mas falta foco. Temos 184 novas tecnologias catalogadas em diferentes áreas. O país está mapeado. Sabemos onde estão os atores do conhecimento, mas falta articulação. Não inventemos a roda, mas demos continuidade ao que temos de melhor. Precisamos rever o que a gente já fez, colocar um foco e tomar uma decisão de aprofundar nas áreas que queremos”, acrescenta.

A coordenadora de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Sueli Soares Felipe, diz que a definição de foco é mesmo a questão mais importante para os pesquisadores. “A academia faz muitos projetos, mas eles ficam meio perdidos, então precisa haver demanda da indústria para a academia. As instituições precisam decidir se querem ser apenas geradoras de conhecimento ou se querem fazer negócio com a indústria e desenhar projetos estratégicos nas diversas áreas”, constata.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.