Petroquímica

Falta matéria-prima para a Petroflex

Valor Econômico
21/12/2004 00:00
Visualizações: 1325

Privatizada em 1992, a Petroflex, hoje controlada por três grandes grupos petroquímicos - Braskem (donas de 20% das ações ordinárias), Suzano (20%) e Unipar (10%) - reflete um dos grandes desafios para o crescimento do setor petroquímico: a oferta de matérias-primas.
Operando a quase plena capacidade, a empresa que fabrica elastômeros - borracha sintética encontrada em sandálias tipo Havaianas e pneus - vem sofrendo a escassez de butadieno, insumo usado pela companhia.
Para deslanchar um plano de investimentos, a empresa negocia com a Copesul - a central de matérias-primas do pólo gaúcho - a ampliação do fornecimento de butadieno para mais 80 mil toneladas. A decisão, que prevê investimentos de US$ 35 milhões, deve ser analisada pelo conselho administrativo da Copesul em fevereiro de 2005.
Na cadeia petroquímica, a disponibilidade de matérias-primas faz muitas indústrias dependerem umas das outras, mas a grande maioria delas depende muito da Petrobras, a maior fornecedora de produtos para o setor.
Embora a estatal tenha assinado um memorando de entendimento com a Braskem para viabilizar a unidade de polipropileno de Paulínia (SP) nos próximos 90 dias, o grupo Suzano ainda não desistiu do projeto por acreditar que está em jogo a disponibilidade futura da matéria-prima, o propeno.
"Temos todo interesse e também condições para participar do projeto da nova planta de polipropileno em Paulínia (SP), em parceria com a Petrobras e, eventualmente, com outras empresas", reiterou, por meio de nota, o grupo, que é dono de metade do controle da Polibrasil.
"Entendemos que o mercado brasileiro precisa ter pelo menos dois grupos fortes atuando neste setor, com cobertura regional, de modo a garantir respeito ao consumidor com a prática de políticas de preços independentes e saudáveis."

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