Leilão da ANP

Firjan destaca os resultados positivos do leilão de Partilha da ANP

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro afirma que o estado fluminense é destaque nas áreas arrematadas para exploração e produção de petróleo e gás em regime de partilha.

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
07/10/2026 16:46
Firjan destaca os resultados positivos do leilão de Partilha da ANP Imagem: Divulgação Firjan Visualizações: 150

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o pré-sal brasileiro prossegue com diferencial competitivo e ainda tem muitas décadas de contribuição para a produção nacional de petróleo e gás. A análise da federação decorre do sucesso do leilão do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, ocorrido na manhã desta quarta-feira (7/10) pela ANP, com resultado total de arremate de blocos acima de 50%.

Das 13 áreas ofertadas, 7 foram arrematadas, das quais 6 estão localizadas integral ou parcialmente em águas fluminenses. O leilão gerou uma arrecadação imediata de R$ 530 milhões em bônus de assinatura, assegurando um investimento mínimo previsto de R$ 778 milhões na fase exploratória.

Os resultados superaram o 3º Ciclo da OPC realizado no último ano e o ágio do excedente em óleo para a União alcançou 45 vezes o valor mínimo para uma das áreas. Outro destaque do certame foi a diversificação de empresas petrolíferas, com a entrada da operadora Prio em duas áreas. As empresas vencedoras incluem ainda Petrobras, que também arrematou duas outras áreas, a Equinor, o consórcio CNOOC e Sinopec, mais o consórcio Equinor e Galp.

Conforme a Firjan, o Rio de Janeiro permanece na liderança da produção e de reservas de petróleo e gás, e com esse resultado agregou novas áreas que contribuirão com suas atividades offshore e onshore. Os compromissos de investimentos na fase de exploração pelas empresas vencedoras dos blocos trazem uma demanda por empresas que fornecem, por exemplo, aquisição e processamento de dados sísmicos, afretamento de embarcações, fluidos de perfuração, brocas, construção de poços, dentre outros. Essa dinâmica é o primeiro passo para a manutenção e criação de novas oportunidades para a base empresarial do estado e do país.

"A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás. A manutenção das atividades exploratórias é também fundamental para a reposição de reservas do país, a segurança energética nacional e o crescimento da economia, com impactos em toda a sociedade.", afirmou a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso (foto), comemorando o resultado.

A expectativa do estado fluminense para o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que também ocorre nesta quarta-feira, é que os resultados sejam positivos especialmente para novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial, com oportunidades na Bacia do Ceará. A Firjan entende que a indústria fluminense possui todas as condições de contribuir para o desenvolvimento do mercado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, da mesma forma que indústrias de outros países venham e se estabeleçam no estado do Rio para fornecimento e operação mais próxima das áreas produtoras.

Ainda no leilão de concessão, o Rio de Janeiro segue com mais 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados pelas empresas.

"Em 2026, fizemos uma primeira entrega para o estado do Amapá, por meio da Firjan SENAI, com mapeamento e capacitação de empresas locais. Além disso, promovemos uma primeira edição do nosso programa Rede de Oportunidades para Fornecedores - especial Margem Equatorial Amapaense, destacando a dimensão das primeiras demandas da Petrobras aos potenciais fornecedores locais. Para o 2027, a Firjan seguirá apoiando as demais federações de indústrias parceiras e planeja contribuir com Fiepa e Fiema, com olhar também para vocações regionais", complementou Karine.

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