Balanço

`Fly up` no mercado mundial garante alto lucro da Braskem neste 1ºT

A Braskem alcançou lucro líquido de R$ 206 milhões no primeiro trimestre de 2005, a cifra é mais de 20 vezes superior aos R$ 10 milhões de lucro obtidos no primeiro trimestre de 2004.


04/05/2005 00:00
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A Braskem alcançou lucro líquido de R$ 206 milhões no primeiro trimestre de 2005, a cifra é mais de 20 vezes superior aos R$ 10 milhões de lucro obtidos no primeiro trimestre de 2004. O vice-presidente de relações institucionais da empresa, Alexandrino de Alencar, atribui o expressivo crescimento ao movimento chamado `fly up` no mercado mundial e a um conjunto de fatores internos, como a sinergia entre a primeira e segunda geração petroquímica e o investimento em programas de competitividade.
"A demanda de produtos petroquímicos está maior do que a oferta e isso está ocorrendo com várias commodities, no setor petrolífero, siderúrgico, de celulose etc. Por enquanto, esses mercados continuarão assintindo a grandes ganhos e também a investimentos na produção", observa Alencar.
No período, a Braskem aumentou a produção entre 20% e 30% em relação ao primeiro trimestre de 2004. Na linha de etenos o aumento de produção foi de 32% e na linha de termoplásticos, 6%. Segundo nota da empresa, em todas as suas unidades industriais a Braskem manteve taxas de utilização de capacidade superiores a 90% e planeja operar todas as suas fábricas a plena capacidade durante 2005.
Como parte do seu programa de crescimento e modernização, que prevê para 2005 recursos da ordem de R$ 600 milhões, a Braskem investiu R$ 75 milhões no primeiro trimestre, principalmente em expansão de capacidade das unidades industriais existentes. Estão em andamento ampliações de 50 mil t/ano de PVC em Alagoas e 60 mil t/ano de polietileno em Camaçari, na Bahia. Além disso, a Braskem está concluindo os estudos para construção de uma nova planta de polipropileno em Paulínia - SP, com capacidade de 350 mil t/ano, em parceria com a Petrobras.
O Ebitda apresentou expressivo crescimento de 30% na comparação entre os períodos, evoluindo de R$ 529 milhões para R$ 688 milhões no primeiro trimestre de 2005, montante 4% maior também que o alcançado no trimestre anterior. E a margem Ebitda, que mede a rentabilidade da empresa, atingiu 22,4%.
A Braskem praticamente dobrou suas exportações, cuja receita saltou de US$ 133 milhões no primeiro trimestre de 2004 para US$ 261 milhões. As vendas totais de resinas termoplásticas da Braskem cresceram 13%, impulsionadas tanto pelas exportações quanto pelo aumento da demanda no mercado interno do setor de bens não duráveis por polietileno, e dos setores automobilístico e de eletroeletrônicos por polipropileno.
A performance proporcionou um aumento de 44% na receita líquida, que evoluiu de R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre de 2004 para R$ 3,1 bilhões em 2005. A receita bruta também cresceu praticamente na mesma proporção, 45%, aproximando-se da marca de R$ 4,0 bilhões, o que demonstra mais uma vez a forte capacidade de geração de caixa da Braskem. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita bruta alcançou R$ 15,3 bilhões.
No campo da competitividade empresarial, a empresa alcançou importante aceleração na captura dos ganhos decorrentes do seu programa de excelência operacional Braskem +. "No primeiro trimestre, esse programa resultou em ganhos de R$ 120 milhões, em bases anualizadas e recorrentes, quase o dobro da meta de R$ 64 milhões prevista para o período", informa a empresa.
A Braskem manteve a trajetória de redução de seu endividamento líquido e, principalmente, do custo de suas obrigações financeiras. No final do primeiro trimestre, a dívida líquida da companhia somava R$ 3,4 bilhões, uma diminuição de 11% em relação a dezembro de 2004. Nesse período, a Braskem reduziu sua alavancagem financeira em 16%, encerrando março com uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,27 frente a 1,52 no fechamento de dezembro e a 3,4 em março de 2004.

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