Gás natural

Gabrielli alerta para reajuste do gás

Jornal do Commercio
17/05/2007 00:00
Visualizações: 561

Presidente da Petrobras alega que expansão da demanda chega a 17%

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, advertiu os consumidores sobre um provável novo reajuste dos preços do gás natural. Presente ao XIX Fórum Nacional, em que falou sobre a importância da Petrobras para o Plano de Aceleração do Crescimento, Gabrielli argumentou que a demanda pelo gás natural tem crescido à média de 17,5% ao ano, bem acima da oferta. "Ninguém pode crescer 17% sem reajuste", sustentou. Sobre o reajuste do início do mês, que elevou os preços em 22%, Gabrielli argumentou que "o preço do gás tem que acompanhar o combustível alternativo (no caso, os derivados mais pesados do petróleo, como o óleo combustível)."

O efeito da valorização do real sobre a Petrobras tende à neutralidade. "Somos os maiores exportadores do País em receita bruta, com 6% a 7% das vendas externas totais do Brasil. Só que somos também os maiores importadores, com 5% a 6%, conforme a época", argumentou, ao comentar o dólar abaixo da barreira psicológica dos R$ 2.

Gabrielli previu que os investimentos da Petrobras na ampliação da oferta doméstica de gás natural garantirão o equilíbrio do mercado, mas só a partir de 2011, quando a demanda brasileira chegará a 121 milhões de metros cúbicos diários, atendida por 71 milhões de produção local, 30 milhões trazidos da Bolívia pelo gasoduto e mais 20 milhões das importações de gás natural liqüefeito. A previsão é de construir 4,5 mil quilômetros de gasodutos e ampliar a produção nas bacias de Espírito Santo, Campos e Santos. Ele admitiu, ainda, que a estatal terá de rever para cima seu plano de investimentos, pois o custo dos equipamentos está em alta, mesmo com o dólar em baixa.

Gabrielli não fixou prazo para o novo reajuste, embora suas palavras sugerissem certa urgência na definição. A demanda brasileira está na casa dos 42 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, ainda que as térmicas estejam sendo despachadas muito eventualmente. "Mantivemos o gás sem reajuste de preços por três anos, mas em 2003 e 2004 o problema era oposto, era estimular a substituição nas indústrias. Tínhamos um contrato take or pay de 24 milhões de metros cúbicos, e a demanda não passava de 9 milhões." O cronograma da ampliação da oferta de óleo bruto motivou comentários mais otimistas de Gabrielli, no que toca ao médio prazo. As metas de expansão até 2010 estão garantidas, mesmo com as paradas programadas para este ano. "Em vez de 20% acima da demanda, vamos crescer um pouco menos, mas vamos crescer", explicou.

A greve do Ibama ameaçava o ritmo dos investimentos da Petrobras. O presidente da Petrobras, contudo, mostrou-se otimista, depois de uma reunião terça-feira com representantes do instituto. "As licenças prévias e de instalação deverão ser concedidas normalmente", previu.

Investimentos - A valorização do real barateia a importação de equipamentos, mas outros fatores, como a disputa por equipamentos com os investidores em exploração e produção de óleo e gás em outras áreas do planeta, compensam em parte esse efeito. A Petrobras está promovendo uma revisão, como faz todo ano, em seu programa de investimentos. O processo deve estar concluído até agosto, e embutir algum aumento. São US$ 87,7 bilhões até 2011, pelo cálculo anterior à revisão. São US$ 50 bilhões só em compras junto a fornecedores nacionais. Gabrielli identifica duas restrições a serem superadas pelo programa, a oferta de pessoal qualificado e o ritmo de produção da cadeia de fornecedores.

"Só no primeiro trimestre deste ano igualamos os US$ 4 bilhões em investimentos registrados em 2003", advertiu. Além disso, a estatal irá exigir preços mais em conta, como fez nas plataformas P-55 e P-57. Até 2010, os investimentos da Petrobras chegarão a R$ 171,43 bilhões só em território brasileiro, dos quais R$ 100,21 bilhões em exploração e produção (E & P) de petróleo e gás, R$ 14,42 bilhões em serviços e utilidades de gás e R$ 77,03 bilhões em refino, da modernização e ampliação das 11 unidades existentes à construção da Unidade Petroquímica Básica (UPB) em Itaboraí e da Refinaria do Nordeste, no porto de Suape (PE).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.