Gás Natural

Gasmig prevê crescer no setor industrial

Empresa vai construir gasoduto.

Valor Econômico
16/10/2012 10:04
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Há dois anos a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) inaugurou um gasoduto para abastecer empresas, sobretudo as siderúrgicas, da região do Estado conhecida como Vale do Aço. De lá para cá, a demanda só cresceu e hoje a quantidade de insumo vendido para esses poucos mas importantes clientes já contribui com 45% do faturamento da empresa. Agora, a companhia fala em atingir um novo patamar de vendas para a região: 2 milhões de m3 ante os atuais 1,3 milhão de m3.
"Já estamos em negociação para chegar aos 2 milhões m3 até 2014 com vendas para algumas empresas que ainda não são clientes e com outras que estão ampliando o uso do gás", disse o novo diretor presidente da Gasmig, João Luiz Senra de Vilhena.
O volume atual já é considerável, principalmente quando se olha para o número de clientes no Vale do Aço, que não chegam a 20. Todos, no entanto, consumidores de peso. Entre eles Vale, Gerdau, ArcelorMittal, Usiminas e Cenibra. A Gasmig fornece diariamente em todo o Estado uma média de 3,2 milhões de m3. A previsão é atingir 3,5 milhões de m3 em 2013.
Controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Petrobras, a Gasmig atingiu no ano passado pela primeira vez a marca do R$ 1 bilhão de faturamento. Este ano, até julho, já havia faturado R$ 726 milhões, 24,5% a mais do que o registrado no mesmo período de 2011.
Além de contar com o aumento da demanda pelos grandes consumidores, a Gasmig, segundo Vilhena, que assumiu o posto em agosto, aposta no varejo. É uma novidade para empresa que em 60 anos de existência sempre se concentrou no fornecimento à indústria e ao comércio de maior porte.
Em agosto, começaram as obras de construção de um gasoduto que levará o combustível a residências de dois bairros de Belo Horizonte. A partir de 2013, a empresa promete dar início às obras para levar esse gasoduto a outros 22 bairros. "Em cinco anos, o cenário é termos 70 mil clientes do varejo", diz Vilhena. Esse segmento, formado por famílias e pequeno comércio passaria então a representar uma fatia de 10% do faturamento, diz o executivo. Os investimentos nesse projeto de expansão da rede somarão R$ 200 milhões.
A empresa também expande sua distribuição para cidades não equipadas com gasodutos. Indústrias em Governador Valadares e Itabira assinaram contratos para receber gás comprimido levado por caminhões. A Gasmig tem 30 cidades mapeadas com consumo potencial de mais de 500 m3 /dia.
A Gasmig, segundo Vilhena, está bem calçada em termos de disponibilidade de gás. A empresa fornece 3,2 milhões de m3 - marca alcançada nos últimos meses. Desses, 2,5 milhões são vendas firmes, o restante se refere ao mercado secundário. "O contrato atual que temos com a Petrobras prevê que o fornecimento pode chegar a 5,5 milhões de m3. É um contrato que atende a nossas necessidades no curto e médio prazos."

Há dois anos a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) inaugurou um gasoduto para abastecer empresas, sobretudo as siderúrgicas, da região do Estado conhecida como Vale do Aço. De lá para cá, a demanda só cresceu e hoje a quantidade de insumo vendido para esses poucos mas importantes clientes já contribui com 45% do faturamento da empresa. Agora, a companhia fala em atingir um novo patamar de vendas para a região: 2 milhões de m3 ante os atuais 1,3 milhão de m3.


"Já estamos em negociação para chegar aos 2 milhões m3 até 2014 com vendas para algumas empresas que ainda não são clientes e com outras que estão ampliando o uso do gás", disse o novo diretor presidente da Gasmig, João Luiz Senra de Vilhena. O volume atual já é considerável, principalmente quando se olha para o número de clientes no Vale do Aço, que não chegam a 20. Todos, no entanto, consumidores de peso. Entre eles Vale, Gerdau, ArcelorMittal, Usiminas e Cenibra. A Gasmig fornece diariamente em todo o Estado uma média de 3,2 milhões de m3. A previsão é atingir 3,5 milhões de m3 em 2013.


Controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Petrobras, a Gasmig atingiu no ano passado pela primeira vez a marca do R$ 1 bilhão de faturamento. Este ano, até julho, já havia faturado R$ 726 milhões, 24,5% a mais do que o registrado no mesmo período de 2011. Além de contar com o aumento da demanda pelos grandes consumidores, a Gasmig, segundo Vilhena, que assumiu o posto em agosto, aposta no varejo. É uma novidade para empresa que em 60 anos de existência sempre se concentrou no fornecimento à indústria e ao comércio de maior porte.


Em agosto, começaram as obras de construção de um gasoduto que levará o combustível a residências de dois bairros de Belo Horizonte. A partir de 2013, a empresa promete dar início às obras para levar esse gasoduto a outros 22 bairros. "Em cinco anos, o cenário é termos 70 mil clientes do varejo", diz Vilhena. Esse segmento, formado por famílias e pequeno comércio passaria então a representar uma fatia de 10% do faturamento, diz o executivo. Os investimentos nesse projeto de expansão da rede somarão R$ 200 milhões.
A empresa também expande sua distribuição para cidades não equipadas com gasodutos. Indústrias em Governador Valadares e Itabira assinaram contratos para receber gás comprimido levado por caminhões. A Gasmig tem 30 cidades mapeadas com consumo potencial de mais de 500 m3 /dia.


A Gasmig, segundo Vilhena, está bem calçada em termos de disponibilidade de gás. A empresa fornece 3,2 milhões de m3 - marca alcançada nos últimos meses. Desses, 2,5 milhões são vendas firmes, o restante se refere ao mercado secundário. "O contrato atual que temos com a Petrobras prevê que o fornecimento pode chegar a 5,5 milhões de m3. É um contrato que atende a nossas necessidades no curto e médio prazos."

 

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