Privatização

Governo deve retomar negociação sobre privatização da Eletrobras em 2021, diz CEO

Reuters, 12/11/2020
12/11/2020 18:48
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Negociações do governo do presidente Jair Bolsonaro para tentar avançar em planos de privatização da elétrica estatal Eletrobras junto ao Congresso devem ser retomadas apenas em 2021, projetou nesta quinta-feira (12/11) o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr.

“Acho que o plano era de haver uma retomada ainda este ano, as discussões em torno dessas questões. Mas ainda tem agora (votação no Congresso sobre) Orçamento, tem as eleições (municipais)... acredito que a gente terá a retomada dessas discussão do projeto de lei da Eletrobras logo no começo desse ano que está entrando”, afirmou.

Ele disse ainda que tem havido alguma mobilização política contra a desestatização após um blecaute que tem impactado o Amapá desde a semana passada e teve origem em uma linha de transmissão privada, mas avaliou que essa pressão não afetará os rumos do processo.

“Eu acho que não há nenhuma mudança, que eu sinta no meio do governo, no que diz respeito ao tema da privatização”, afirmou o CEO, ao apontar que vê apoio à proposta por parte dos ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e da Economia, Paulo Guedes.

Na terça-feira, Guedes disse estar bastante frustrado pela falta de avanço em privatizações, incluindo da Eletrobras, mas projetou que a elétrica deve ser uma das primeiras a serem desestatizadas em 2021.

“O próprio ministro Paulo Guedes tem deixado, além da frustração, a sua vontade e sua disposição de iniciar, de retomar esse processo de privatização”, disse Ferreira, ao pontuar que as pressões contrárias também são esperadas.

O governo Bolsonaro enviou um projeto ao Congresso sobre a privatização da Eletrobras em novembro passado, mas o texto sequer teve relator definido até o momento.

Apesar de conversas junto a parlamentares para que a proposta fosse levada a votação, incluindo negociações sobre eventuais mudanças no texto do projeto, o governo não conseguiu avançar no tema e nem apresentou mudanças à sua proposta original para a desestatização até o momento.

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