Política

Governo não concede benefícios a carros elétricos

Modelo não sai por menos de R$ 200 mil.

Diário do Nordeste
22/10/2012 10:04
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Abastecer um carro a gasolina é dez vezes mais caro que carregar um modelo elétrico. Apesar disso, os elétricos não foram contemplados pelo programa federal Inovar Auto, lançado neste mês e que tem como principal medida dar benefícios fiscais em troca de maior eficiência energética.
Por ainda não ter categoria própria na tabela de impostos da Receita Federal, os carros elétricos são tributados como "outros", e sobre eles incidem 25% de IPI. Para os importados, há ainda 35% de alíquota de Tarifa Externa Comum. Automóveis convencionais 1.0 pagam 7% de imposto e, se cumprirem metas de redução de consumo, podem ter essa alíquota diminuída.
"Os veículos elétricos não são os carros do futuro, são os carros do presente", diz Fábio Maggion, supervisor de planejamento estratégico da Mitsubishi no Brasil. Segundo ele, um fator que impede a expansão é o preço. "E isso é culpa dos altos impostos". De fato, um modelo não sai por menos de R$ 200 mil. São vendidos hoje somente por encomenda e há menos de cem unidades no país, a maior parte utilizada por empresas de energia.
Uma mudança tributária já aliviaria a diferença. Maggion calcula que, sem impostos, o custo de um i-MiEV (modelo elétrico da Mitsubishi) seria de R$ 90 mil, em vez de R$ 200 mil. Nos EUA, o carro sai por US$ 20 mil. Se o preço do elétrico fosse competitivo, a vantagem de custo seria imbatível. Com o gasto para percorrer 120 km em um carro a gasolina, seria possível reabastecer o carro elétrico dez vezes e andar até 1.170 km.
Nacional
A maioria dos carros elétricos no Brasil foi produzida pela Fiat e pela Itaipu Binacional. O projeto, lançado em 2006, já produziu 50 modelos Palio Weekend Elétrico e pretende lançar mais 70 novas unidades até 2014. Diferentemente de outras montadoras, que importam os modelos elétricos, a Fiat produz os carros localmente. Motor, bateria e carregadores são importados, mas são montados na sede da Itaipu, em Foz do Iguaçu.
Segundo Leonardo Cavaliere, supervisor de veículos especiais da Fiat, a primeira leva de carros foi destinada às empresas do ramo de energia, que usam os veículos para realizar testes em suas próprias redes.
Mesmo produzidas no Brasil, as unidades dos carros elétricos devem custar entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, uma vez que a bateria, o motor e os carregadores são importados e as partes mais caras dos veículos elétricos.

Abastecer um carro a gasolina é dez vezes mais caro que carregar um modelo elétrico. Apesar disso, os elétricos não foram contemplados pelo programa federal Inovar Auto, lançado neste mês e que tem como principal medida dar benefícios fiscais em troca de maior eficiência energética.


Por ainda não ter categoria própria na tabela de impostos da Receita Federal, os carros elétricos são tributados como "outros", e sobre eles incidem 25% de IPI. Para os importados, há ainda 35% de alíquota de Tarifa Externa Comum. Automóveis convencionais 1.0 pagam 7% de imposto e, se cumprirem metas de redução de consumo, podem ter essa alíquota diminuída.


"Os veículos elétricos não são os carros do futuro, são os carros do presente", diz Fábio Maggion, supervisor de planejamento estratégico da Mitsubishi no Brasil. Segundo ele, um fator que impede a expansão é o preço. "E isso é culpa dos altos impostos". De fato, um modelo não sai por menos de R$ 200 mil. São vendidos hoje somente por encomenda e há menos de cem unidades no país, a maior parte utilizada por empresas de energia.


Uma mudança tributária já aliviaria a diferença. Maggion calcula que, sem impostos, o custo de um i-MiEV (modelo elétrico da Mitsubishi) seria de R$ 90 mil, em vez de R$ 200 mil. Nos EUA, o carro sai por US$ 20 mil. Se o preço do elétrico fosse competitivo, a vantagem de custo seria imbatível. Com o gasto para percorrer 120 km em um carro a gasolina, seria possível reabastecer o carro elétrico dez vezes e andar até 1.170 km.



Nacional


A maioria dos carros elétricos no Brasil foi produzida pela Fiat e pela Itaipu Binacional. O projeto, lançado em 2006, já produziu 50 modelos Palio Weekend Elétrico e pretende lançar mais 70 novas unidades até 2014. Diferentemente de outras montadoras, que importam os modelos elétricos, a Fiat produz os carros localmente. Motor, bateria e carregadores são importados, mas são montados na sede da Itaipu, em Foz do Iguaçu.


Segundo Leonardo Cavaliere, supervisor de veículos especiais da Fiat, a primeira leva de carros foi destinada às empresas do ramo de energia, que usam os veículos para realizar testes em suas próprias redes.
Mesmo produzidas no Brasil, as unidades dos carros elétricos devem custar entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, uma vez que a bateria, o motor e os carregadores são importados e as partes mais caras dos veículos elétricos.

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