Energia

Governo prepara desindexação do preço de energia

Será definida redução do peso do IPCA nos contratos.

Valor Econômico
20/09/2012 10:19
Visualizações: 492

 

O governo aproveitará a prorrogação das concessões para avançar na desindexação das tarifas de energia elétrica. Até o fim do ano, será definida uma forma de reduzir o peso do IPCA e do IGP-M nos contratos do setor. A principal mudança dirá respeito aos contratos das empresas geradoras com as distribuidoras, que desde 2004 são regidos pelo IPCA. A partir da virada do ano, quando vence um grande lote de contratos de comercialização da energia produzida por usinas já amortizadas, a correção automática pelo IPCA deve ser substituída por uma cesta de índices.
Há um grupo técnico discutindo esse tema e uma alternativa seria a construção de um índice setorial para determinar os reajustes das tarifas. Mas a proposta que se mostra mais adiantada, no momento, é a de esquadrinhar a estrutura de custos das usinas e escolher índices distintos para fazer os reajustes. Num exemplo hipotético, o custo da mão de obra teria um sistema de correção por algum índice ligado à variação dos salários; o do cobre, ao preço internacional do metal, e assim por diante.
Atualmente já há "uma salada" de índices na energia, observou uma fonte oficial. Os custos gerenciáveis das distribuidoras obedecem à variação do IGP-M menos o fator "x" (ganhos de produtividade); na transmissão e na geração prevalece o IPCA; nas termelétricas, o peso se divide entre IPCA e os preços internacionais do petróleo e do gás natural.
O governo quer reduzir a influência do IGP-M e do IPCA na determinação dos preços da energia para enfraquecer o ciclo da inércia inflacionária, que leva a inflação de amanhã a reproduzir a inflação de ontem.
Em Paris, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ontem o enunciado da medida que terá de sair até dezembro. "Quando terminarem os contratos de energia elétrica deveremos modificar a indexação desse setor, que é importante", disse, em entrevista na embaixada do Brasil após encontro com empresários.
Em 2004, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, mudou o indexador dos contratos de comercialização do IGP-M para o IPCA. A medida ajudou, mas não resolveu. Trocou um índice volátil por um que retrata melhor a inflação doméstica. Agora, como presidente, ensaia novos passos na desindexação.

O governo aproveitará a prorrogação das concessões para avançar na desindexação das tarifas de energia elétrica. Até o fim do ano, será definida uma forma de reduzir o peso do IPCA e do IGP-M nos contratos do setor. A principal mudança dirá respeito aos contratos das empresas geradoras com as distribuidoras, que desde 2004 são regidos pelo IPCA. A partir da virada do ano, quando vence um grande lote de contratos de comercialização da energia produzida por usinas já amortizadas, a correção automática pelo IPCA deve ser substituída por uma cesta de índices.


Há um grupo técnico discutindo esse tema e uma alternativa seria a construção de um índice setorial para determinar os reajustes das tarifas. Mas a proposta que se mostra mais adiantada, no momento, é a de esquadrinhar a estrutura de custos das usinas e escolher índices distintos para fazer os reajustes. Num exemplo hipotético, o custo da mão de obra teria um sistema de correção por algum índice ligado à variação dos salários; o do cobre, ao preço internacional do metal, e assim por diante.


Atualmente já há "uma salada" de índices na energia, observou uma fonte oficial. Os custos gerenciáveis das distribuidoras obedecem à variação do IGP-M menos o fator "x" (ganhos de produtividade); na transmissão e na geração prevalece o IPCA; nas termelétricas, o peso se divide entre IPCA e os preços internacionais do petróleo e do gás natural.


O governo quer reduzir a influência do IGP-M e do IPCA na determinação dos preços da energia para enfraquecer o ciclo da inércia inflacionária, que leva a inflação de amanhã a reproduzir a inflação de ontem.
Em Paris, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ontem o enunciado da medida que terá de sair até dezembro. "Quando terminarem os contratos de energia elétrica deveremos modificar a indexação desse setor, que é importante", disse, em entrevista na embaixada do Brasil após encontro com empresários.


Em 2004, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, mudou o indexador dos contratos de comercialização do IGP-M para o IPCA. A medida ajudou, mas não resolveu. Trocou um índice volátil por um que retrata melhor a inflação doméstica. Agora, como presidente, ensaia novos passos na desindexação.


 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
Terminais
Vast anuncia extensão de contrato com a PETRONAS Brasil ...
15/07/26
Biogás
GGT passa a integrar associação global de biogás e ampli...
14/07/26
Reconhecimento
Porto Sudeste recebe selo ouro do GHG Protocol pelo terc...
14/07/26
Pessoas
Executivo da Capco Brasil assume Diretoria de Eventos da...
14/07/26
Gasolina
CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolin...
14/07/26
SOG 2026
Operadoras apresentam estratégias de transformação digit...
14/07/26
Combustível
ETANOL/CEPEA: Cotações voltam a recuar com mais força
14/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026: Agenda destaca águas profundas, ...
13/07/26
PD&I
Hidrogel desenvolvido na Unicamp remove água presente no...
13/07/26
Internacional
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais imp...
13/07/26
Combustíveis
ICL defende urgência para o PLP 73 e cobra ANP forte na ...
13/07/26
Compliance
IBP debaterá compliance diante dos impactos geopolíticos...
13/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda pressionando os preços no...
13/07/26
Energia Elétrica
Garantia Física entra no radar das geradoras hidrelétric...
10/07/26
Gás Natural
ANP determina revisão de cronograma para adequação de un...
10/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.