Eólica Offshore

Grupo do Banco Mundial apresenta oportunidades futuras para energia eólica offshore no Brasil

Redação TN Petróleo/Assessoria
16/07/2024 14:30
Grupo do Banco Mundial apresenta oportunidades futuras para energia eólica offshore no Brasil Imagem: TN Petróleo Visualizações: 3139

O Grupo do Banco Mundial divulgou hoje 16/07, um estudo sobre "Cenários para o Desenvolvimento Eólico Offshore no Brasil" com base na análise da DNV, especialista global independente em energia e gerenciamento de riscos. Este relatório faz parte de uma série de estudos de roteiro eólico offshore encomendados pelo Grupo Banco Mundial (WBG) no âmbito do Programa de Desenvolvimento Eólico Offshore, financiado e liderado pelo Programa de Assistência à Gestão do Setor Energético (ESMAP), em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC, o braço do setor privado do Grupo do Banco Mundial). O estudo que serviu de base ao relatório do Banco Mundial foi executado pela DNV e escrito em parceria com a Vieira Rezende Advogados e Magalhães Reis Figueiró Advogados.

O potencial de energia eólica offshore do Brasil ultrapassa 1.200 GW, com 480 GW provenientes de fundações fixas e 748 GW de fundações flutuantes. Este recurso abundante, estrategicamente localizado próximo aos centros de demanda, posiciona a energia eólica offshore como um ator fundamental no cenário energético futuro do Brasil.

O relatório, preparado em colaboração com o Banco Mundial, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência de Pesquisa Energética (EPE), fornece uma análise completa para formuladores de políticas e partes interessadas ativas no Brasil. As conclusões enfatizam a necessidade de uma estratégia energética clara, investimentos significativos em infraestrutura e ações imediatas para aproveitar o crescente interesse pela energia eólica offshore no Brasil.

O relatório fornece uma visão para um futuro sob três cenários de crescimento diferentes:

·Caso Base: 16 GW até 2050, representando 3% da capacidade de geração do Brasil.

·Intermediário: 32 GW até 2050, representando 6% da capacidade total de geração.

·Ambicioso: 96 GW até 2050, compreendendo quase 20% do mix de geração.

O desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil oferece um complemento promissor à energia hidrelétrica, reduzindo a variabilidade interanual e proporcionando uma proteção durante os períodos de seca. Também apoia as metas de hidrogênio verde do Brasil e pode impulsionar o crescimento econômico e a criação de empregos, gerando potencialmente até 516.000 empregos de tempo integral e contribuindo com $168 bilhões de dólares de valor adicionado bruto nacional no cenário Ambicioso. Além disso, pode agilizar a geração local de eletricidade, reduzindo as perdas de transmissão ao alinhar os recursos com os centros de demanda, incluindo as grandes cidades.

No entanto, existem vários desafios, incluindo custos iniciais elevados que exigem financiamento concessional e atribuição estratégica de direitos sobre o uso do leito marinho. Apesar das projeções de reduções significativas de custos a longo prazo, permanecem complexidades de financiamento e aquisição. Também são necessários investimentos substanciais para atualizações de transmissão e flexibilidade da rede para integrar eficazmente a energia eólica offshore. As considerações ambientais e sociais complicam ainda mais o desenvolvimento, necessitando de um planeamento meticuloso e de consultas comunitárias. A modernização dos portos regionais, da infra-estrutura logística e da cadeia de abastecimento eólico offshore para apoiar uma maior produção de turbinas aumenta os custos globais.

O planejamento estratégico, a colaboração e os investimentos direcionados podem ajudar a superar esses obstáculos e desbloquear todo o potencial da energia eólica offshore na transição energética renovável do Brasil.

Santiago Blanco, Vice-Presidente Executivo e Diretor Regional para a América Latina, Energy Systems da DNV, comentou: "Este relatório destaca o imenso potencial da energia eólica offshore no Brasil e fornece diretrizes para o seu desenvolvimento. A escolha do país de adotar a energia eólica offshore depende do equilíbrio entre as demandas energéticas, as metas climáticas e o crescimento econômico. Nossa pesquisa oferece insights, não diretrizes, delineando os desafios e oportunidades para informar decisões estratégicas."

O sucesso do setor eólico offshore do Brasil depende do estabelecimento de uma estratégia energética de longo prazo, conforme enfatizado no relatório do Grupo do Banco Mundial sobre "Fatores-chave para o desenvolvimento bem-sucedido da energia eólica offshore em mercados emergentes". O caminho escolhido, moldará o papel da energia eólica no futuro do Brasil, de um papel marginal, no Caso Base, até uma transformação econômica significative, no Cenário Ambicioso.

Tchiarles Coutinho Hilbig, Gerente de Área de Mercado para a América do Sul, destaca: "O relatório chega em um momento crucial, antecipando a aprovação regulatória para a energia eólica offshore no país. Fornece informações valiosas sobre fatores tecnológicos, ambientais, econômicos e políticos que influenciam o crescimento do setor. Usando os modelos de design avançados da DNV com dados reais sobre recursos, condições do local e projetos-chave, ele equipará as partes interessadas para tomar decisões e realizar estratégias para a expansão sustentável da indústria."

Qualquer que seja o rumo que os decisores políticos e as partes interessadas decidam traçar, devem agir rapidamente para capitalizar o interesse atual, especialmente num contexto de declínio do entusiasmo dos investidores pelos mercados emergentes. As atualizações nas redes de transmissão, na infraestrutura portuária e nas capacidades de produção, juntamente com o mapeamento da sensibilidade ambiental e social – todos pré-requisitos para o desenvolvimento da energia eólica offshore offshore - têm prazos longos. Fornecer um caminho claro de entrada no mercado, incluindo exclusividade do uso do leito marinho e acordos de compra nos leilões iniciais de energia eólica offshore, é essencial.

Para recomendações detalhadas e esclarecimentos adicionais, o resumo executivo está disponível Cenários para o Desenvolvimento de Eólica Offshore no Brasil (dnv.com.br).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Biodiesel
ANP revisará regras para usos voluntários de biodiesel
10/07/26
ANP
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
10/07/26
Construção Naval
Estaleiro Rio Grande recebe 11 mil toneladas de aço para...
10/07/26
ANP
Inscrições para Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026 podem...
10/07/26
Rio de Janeiro
ANP estará presente na Rio Innovation Week
10/07/26
Apoio Offshore
Porto do Açu investe em gestão hídrica para impulsionar ...
09/07/26
Oportunidade
Equinor abre inscrições para Programa de Estágio 2026
08/07/26
Acordo
ANP e Petrobras assinam acordo para adequação de 335 poç...
07/07/26
Bacia de Pelotas
TGS inicia, em agosto, janela ambiental para proteção da...
07/07/26
Gasodutos
TBG e UTE Paulínia Verde firmam compromisso para transpo...
07/07/26
Multimodal
Ultracargo e bp ampliam capacidade de armazenagem para f...
07/07/26
Fenasucro
Frota pesada: biometano une potencial energético à baixa...
07/07/26
Logística
Vast Infraestrutura e Petrobras reforçam parceria e assi...
06/07/26
Energia Elétrica
Thymos Energia avalia Leilão de Transmissão da Aneel
06/07/26
Negócio
Supergasbras assina primeiro contrato de fornecimento de...
06/07/26
Posicionamento IBP
Mudança do instrumento não corrige as ilegalidades do Im...
06/07/26
Pessoas
Alessandro Cantarino assume o cargo de Vice-Presidente E...
06/07/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana com mercado dividido entre queda...
06/07/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 11 milhões em infraestrutura de gás e...
06/07/26
Transpetro
Transpetro realiza primeiro abastecimento da frota com c...
06/07/26
BOGE 2026
Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização d...
04/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.