Negócios

Grupo EIG também entrou na disputa pelo Porto Sudeste

Conclusão das obras está prevista para 2014.

Valor Econômico
12/09/2013 10:37
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O grupo americano EIG, sediado em Washington e que firmou termo de compromisso com a holding EBX, de Eike Batista, em meados de agosto para fazer investimento de R$ 1,3 bilhão na LLX Logística, também disputou a compra do controle do Superporto Sudeste, segundo apurou o 'Valor'.
Na terça-feira (10), Batista acabou firmando um memorando de entendimento, com vigência de quatro semanas, que dá exclusividade de negociações sobre o Porto Sudeste, pertencente à mineradora MMX, com a trading holandesa Trafigura e com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi.
Pelo acordo, os dois compradores internacionais vão injetar US$ 400 milhões na subsidiária MMX Superporto Sudeste e assumir dívidas de R$ 3,4 bilhões da MMX Sudeste (operadora de minas de ferro). Assim, Trafigura e Mubadala passariam a controlar 65% do porto, ficando os 35% restantes com a MMX.
Segundo disse uma fonte ao 'Valor', os representantes da EIG tiveram seu interesse no negócio reduzido devido à obrigação de pagamento de royalties pelo funcionamento do porto Sudeste, cuja conclusão das obras está prevista para meados de 2014. À plena capacidade, o porto deverá atingir movimentação anual de 50 milhões de toneladas de minério de ferro em alguns anos.
Na avaliação dessa fonte, o valor do royalty, de US$ 5 por tonelada, corrói uma parcela importante da margem de ganho da operação portuária. A tarifa a ser cobrada no Porto Sudeste será da ordem de US$ 14 a tonelada, conforme apurou o 'Valor'.
Os royalties serão pagos aos donos dos papéis MMXM11, negociados na BM&FBovespa. Eike é detentor de 67% desses papéis e, no acordo da MMX, dividirá essa fatia com igualmente com Trafigura e Mubadala. Cada um ficará com 22,3% e a diferença (33%) está pulverizada no mercado. Esses títulos estão hoje registrados na MMX como um passivo de R$ 1,9 bilhão.
Todavia, neste momento, as atenções da EIG estão todas voltadas para os ativos da LLX. Com aporte de R$ 1,3 bilhão, a companhia especializada em ativos de energia e de infraestrutura, passará a deter mais de 60% do capital da LLX se o negócio for de fato efetivado. A compra seria efetuada por meio de uma operação privada de aumento de capital.
A EIG avalia, em detalhes, principalmente os números financeiros da LLX. Segundo disse uma fonte ao 'Valor', uma questão-chave para o sucesso do negócio são as dívidas da LLX, em especial as de curto prazo. Alguns desses passivos, informou, estão vencendo no fim deste mês. A renegociação seria fundamental.
Os novos recursos irão dotar a LLX com capital necessário para execução do plano de investimento, principalmente na construção do Superporto do Açu, além de reforçar o caixa da empresa. "Não pode ser para pagar dívidas", afirmou a fonte.
Como no acordo da MMX com Trafigura e Mubadala, a EIG tem com a LLX um prazo para realizar a auditoria ("due diligence") dos ativos. O acordo firmado com a EBX não é vinculante. Ou seja, a EIG pode desistir do negócio sem precisar se justificar, como também pode pedir uma extensão do prazo, previsto para encerrar antes do fim de setembro. Mas isso dependerá de concordância dos vendedores.
No aumento de capital, as novas ações da LLX que serão emitidas terão o preço fixado em R$ 1,20. Aos acionistas minoritários está garantido o direito de preferência para participação. Além do direito cedido pelo controlador, a EIG se comprometeu a subscrever a totalidade das ações não subscritas pelos minoritários, até o limite total de subscrição de R$ 1,3 bilhão.

O grupo americano EIG, sediado em Washington e que firmou termo de compromisso com a holding EBX, de Eike Batista, em meados de agosto para fazer investimento de R$ 1,3 bilhão na LLX Logística, também disputou a compra do controle do Superporto Sudeste, segundo apurou o 'Valor'.


Na terça-feira (10), Batista acabou firmando um memorando de entendimento, com vigência de quatro semanas, que dá exclusividade de negociações sobre o Porto Sudeste, pertencente à mineradora MMX, com a trading holandesa Trafigura e com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi.


Pelo acordo, os dois compradores internacionais vão injetar US$ 400 milhões na subsidiária MMX Superporto Sudeste e assumir dívidas de R$ 3,4 bilhões da MMX Sudeste (operadora de minas de ferro). Assim, Trafigura e Mubadala passariam a controlar 65% do porto, ficando os 35% restantes com a MMX.


Segundo disse uma fonte ao 'Valor', os representantes da EIG tiveram seu interesse no negócio reduzido devido à obrigação de pagamento de royalties pelo funcionamento do porto Sudeste, cuja conclusão das obras está prevista para meados de 2014. À plena capacidade, o porto deverá atingir movimentação anual de 50 milhões de toneladas de minério de ferro em alguns anos.


Na avaliação dessa fonte, o valor do royalty, de US$ 5 por tonelada, corrói uma parcela importante da margem de ganho da operação portuária. A tarifa a ser cobrada no Porto Sudeste será da ordem de US$ 14 a tonelada, conforme apurou o 'Valor'.


Os royalties serão pagos aos donos dos papéis MMXM11, negociados na BM&FBovespa. Eike é detentor de 67% desses papéis e, no acordo da MMX, dividirá essa fatia com igualmente com Trafigura e Mubadala. Cada um ficará com 22,3% e a diferença (33%) está pulverizada no mercado. Esses títulos estão hoje registrados na MMX como um passivo de R$ 1,9 bilhão.


Todavia, neste momento, as atenções da EIG estão todas voltadas para os ativos da LLX. Com aporte de R$ 1,3 bilhão, a companhia especializada em ativos de energia e de infraestrutura, passará a deter mais de 60% do capital da LLX se o negócio for de fato efetivado. A compra seria efetuada por meio de uma operação privada de aumento de capital.


A EIG avalia, em detalhes, principalmente os números financeiros da LLX. Segundo disse uma fonte ao 'Valor', uma questão-chave para o sucesso do negócio são as dívidas da LLX, em especial as de curto prazo. Alguns desses passivos, informou, estão vencendo no fim deste mês. A renegociação seria fundamental.


Os novos recursos irão dotar a LLX com capital necessário para execução do plano de investimento, principalmente na construção do Superporto do Açu, além de reforçar o caixa da empresa. "Não pode ser para pagar dívidas", afirmou a fonte.


Como no acordo da MMX com Trafigura e Mubadala, a EIG tem com a LLX um prazo para realizar a auditoria ("due diligence") dos ativos. O acordo firmado com a EBX não é vinculante. Ou seja, a EIG pode desistir do negócio sem precisar se justificar, como também pode pedir uma extensão do prazo, previsto para encerrar antes do fim de setembro. Mas isso dependerá de concordância dos vendedores.


No aumento de capital, as novas ações da LLX que serão emitidas terão o preço fixado em R$ 1,20. Aos acionistas minoritários está garantido o direito de preferência para participação. Além do direito cedido pelo controlador, a EIG se comprometeu a subscrever a totalidade das ações não subscritas pelos minoritários, até o limite total de subscrição de R$ 1,3 bilhão.

 

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