Evento online

I workshop internacional para o desenvolvimento integrado de Tecnologias Sustentáveis em Energia, Oceanos e Saúde

Redação TN Petróleo/Assessoria Coppe
24/06/2021 13:15
I workshop internacional para o desenvolvimento integrado de Tecnologias Sustentáveis em Energia, Oceanos e Saúde Imagem: Divulgação Visualizações: 1640

Entre os dias 28 e 30 de junho será realizado o Workshop Desenvolve 21, o primeiro evento internacional voltado para o desenvolvimento integrado de tecnologias sustentáveis em Energia, Oceanos e Saúde, promovido por instituições sediadas no Rio de Janeiro. Coordenado pelo Laboratório de Métodos e Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ, o workshop virtual também conta com a organização da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e parceria do Atlantic International Research Center (AIR Centre), e da Global Sustainable Technology & Innovation Community (G-STIC).

Com tradução simultânea e emissão de certificado, o workshop é gratuito e será realizado pela plataforma zoom. As inscrições para participar do evento, que também conta com apoio da Faperj e do Parque Tecnológico da UFRJ, devem ser realizadas pelo site http://bitly.com/desenvolve21.

A abertura do workshop, dia 28, contará com a participação de Dietrich Van der Weken, diretor geral da Global Sustainable Technology & Innovation Community (G-STIC); da diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, professora Angela Uller; do coordenador da Estratégia da Fiocruz para Agenda 2030, pesquisador Paulo Gadelha; e do coordenador do Lamce, do Programa de Engenharia Civil da Coppe, professor Luiz Landau. O primeiro dia também contará com a palestra da pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo.

Divulgação

Além de especialistas da Fiocruz, da UNCTAD (da ONU), da Marine Technology Society (EUA), da IGOT (da Universidade de Lisboa), da Oceansat, do WavEC, e do Parque Tecnológico da UFRJ, o evento também terá entre seus 15 palestrantes outros integrantes da Coppe, a exemplo da vice-diretora, professora Suzana Kahn Ribeiro (painel Energia – 3º dia), do professor do Programa de Engenharia Oceânica, Segen Estefen (painel Oceanos – 2º dia), e do professor de Engenharia de Sistemas e Computação, Guilherme Horta Travassos (painel Saúde – 1º dia).

A AIR Centre é uma instituição intergovernamental de países do Oceano Atlântico, que promove soluções orientadas ao conhecimento de prioridades nacionais e desafios globais que exigem pesquisa interdisciplinar e inovação de sistemas complexos da Terra por meio de cooperação internacional. A G-STIC é uma comunidade global voltada para soluções tecnológicas inovadoras e integradas que tenham potencial para acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (agenda 2030). Sua atuação ocorre pela organização de um dos maiores eventos internacionais de tecnologias para o desenvolvimento sustentável.

Em consonância com o ODS, o evento tem como finalidade a criação de uma rede integrada para o desenvolvimento tecnológico sustentável em escala regional, no estado do Rio de Janeiro. O intuito é aumentar e ampliar a articulação entre as instituições proponentes, bem como entre empresas e setores da sociedade civil, de forma a viabilizar o desenvolvimento de pesquisa cientifica, produtos e serviços, envolvendo os eixos temáticos centrais propostos: Energia, Oceanos e Saúde.

O professor Luiz Landau explica que, a partir desses três eixos centrais busca-se viabilizar o desenvolvimento de tecnologias e inovações sustentáveis que possam também ser replicadas em outras regiões do planeta; diminuir o hiato entre o desenvolvimento tecnológico e o social, e a efetivação de um intercâmbio científico, tecnológico e de inovação. De acordo com Landau, procura-se ainda tornar viável o desenvolvimento e implementação do potencial de difusão de conhecimentos, geração de negócios, e troca de experiências, além de dar suporte à elaboração de políticas públicas, bem como à educação e capacitação profissional.

Além do ODS, o Desenvolve 21 também tem como marco conceitual orientador o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. Ambos exigem transformações profundas em todos os países e exigirá ações complementares de governos, sociedade civil, ciência e negócios. Para tanto, as partes interessadas carecem de um entendimento compartilhado de como os 17 ODS podem ser operacionalizados. A partir da iniciativa The World in 2050, foram desenvolvidas as seis transformações para se alcançar as metas propostas pelos 17 ODS como blocos de construção modulares, que se ligam sinergicamente: (1) educação, gênero e desigualdade; (2) saúde, bem-estar e demografia; (3) descarbonização da energia e indústria sustentável; (4) alimentos sustentáveis, terra, água e oceanos; (5) cidades e comunidades sustentáveis; e (6) revolução digital para o desenvolvimento sustentável.

Cada um dos blocos de transformação identifica investimentos prioritários e desafios regulatórios, exigindo ações por partes bem definidas do trabalho do governo com as empresas e a sociedade civil. As transformações podem, portanto, ser operacionalizadas dentro das estruturas de governo, respeitando as fortes interdependências entre os 17 ODS e os blocos das seis transformações. Assim, se estabelece uma agenda de ação para a ciência para fornecer os conhecimentos necessários para projetar, implementar e monitorar essas seis transformações que sustentam a definição dos três eixos temáticos a serem abordados neste workshop.

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