Energia
Foi realizado ontem (23), o III Fórum Capixaba de Energia, em Vitória no Espírito Santo. Nesta terceira edição, o tema do evento foi "Os Desafios Energéticos do Brasil", onde empresários, representantes do setor de energia, estudantes e a sociedade discutiram soluções para um desenvolviment
Foi realizado ontem (23), o III Fórum Capixaba de Energia, em Vitória no Espírito Santo. Nesta terceira edição, o tema do evento foi "Os Desafios Energéticos do Brasil", onde empresários, representantes do setor de energia, estudantes e a sociedade discutiram soluções para um desenvolvimento sustentável do setor no Brasil e no Espírito Santo.
Com 536 participantes, o evento teve palestras de membros do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), MPX, Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), EDP, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e da Eletronuclear.
O secretário de estado de desenvolvimento do Espírito Santo, Márcio Félix falou do crescimento do estado no setor de petróleo e gás e como isso vem refletindo nos investimentos do governo nas cidades. Márcio disse que o Espírito Santo é o 2º maior produtor de petróleo do país, com 300.000 barris por dia. Além disso ele adiantou que será inaugurado nesta sexta (26), o gasoduto Gasene, formado pelos gasodutos Cabiúnas Vitória (GASCAV), Cacimbas-Vitória e Cacimbas-Catu (GASCAC), totalizando 1.371 km de dutos, que interligarão as regiões nordeste e sudeste.
"Esse é o momento do Espírito Santo", afirmou o secretário, que também deu sua opinião sobre os debates a respeito dos royalties e da emenda Ibsen. "O pacto federativo deve prevalecer e os royalties devem ficar nos estados produtores", concluiu. Ele informou que o estado já realiza uma ação social com os royalties, distribuindo 30% deles para municípios capixabas que não recebem a compensação.
Maurício Moszckovicz, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da MPX Soluções Integradas, falou sobre os investimentos da empresa na área de energia solar, como a construção da Usina Solar de Tauá, no Ceará. Para ele, é essencial que se crie uma política nacional de incentivo à energia solar para o crescimento do setor.
Também foram abordados no evento temas como energia eólica, veículos elétricos, redes inteligentes, ônibus a hidrogênio e a polêmica energia nuclear. O assistente do diretor-presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos, falou da imensa quantidade de urânio que o Brasil possui e que o armazenamento dos rejeitos é guardado em perfeita segurança. Ele completou seu depoimento afirmando que Angra 3 é necessária e importante para o setor energético brasileiro. "A expansão da oferta de energia nuclear é importante para o sistema elétrico nacional", disse.
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