O Centro Internacional de Energias Renováveis com ênfase em biogás (Cier-Biogás), que funcionará no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, foi ratificado por 17 entidades internacionais, entre instituições de governo, centros de pesquisa e federações sindicais. O protocolo de intenções para desenvolvimento do centro foi assinado nesta terça-feira (19), na abertura do seminário “Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável”, no Forte de Copacabana, durante o Dia da Energia da Rio+20.
Coordenado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), o centro será o primeiro do mundo voltado exclusivamente para as tecnologias do biogás.
Embora com sede física no PTI, que funciona na área da usina de Itaipu, o centro terá gestão descentralizada, para que as pesquisas sobre o biogás sejam disseminadas no mundo todo, respeitando as características de cada região.
A Itaipu Binacional já incluiu no seu orçamento, até 2015, os custos de implantação do centro, mas estão previstas outras formas de captação de recursos. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, elogiou as ações de Itaipu para o fomento de novas fontes de energia, afirmando que deveriam ser copiadas por outros empreendimentos elétricos.
“Não é tarefa de Itaipu fazer o que está fazendo, mas nós aplaudimos e incentivamos. E recomendamos que nossas hidrelétricas sigam o exemplo de Itaipu no sentido de promover novas formas de energia limpas e renováveis”, afirmou o ministro em entrevista coletiva, logo após o seminário.
Expectativa da Onudi
O diretor geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), Kandeh Yumkella, disse que confia no resultado dos trabalhos do novo centro de pesquisas. “Espero voltar à Itaipu, em um ou dois anos, onde começou esta viagem, para ver a evolução em relação à segurança energética. Vocês precisam ensinar ao mundo, liderar o mundo para um futuro mais limpo”, concluiu.
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, lembrou os avanços pelos quais o Brasil passou desde o primeiro Congresso Internacional de Energias Renováveis, realizado em Foz do Iguaçu, em 2008, até a ratificação do Cier-Biogás.
“O lançamento do centro aqui na Rio+20 é uma demonstração da capacidade do Brasil de produzir energia, distribuir renda e respeitar o meio ambiente”, disse. Segundo ele, o apoio de Itaipu à experiência de produção de energia elétrica a partir do biogás está transformando os agricultores no Oeste do Paraná em produtores de energia elétrica.
“Nosso objetivo não é só gerar energia, mas inserir mais um item na cadeia produtiva do produtor rural”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Cabe ao ministério, continuou, aperfeiçoar a assistência técnica, o crédito e a comercialização desta nova energia. “Eliminados esses obstáculos, teremos o biogás integrado de fato à nossa matriz energética”, concluiu.