Petrobras

Investimentos do Plano de Negócios aumentam 66%

A Petrobras aprovou no dia 30 de junho, o Plano de Negócios 2007-2011 que prevê investimentos totais de US$ 87,1 bilhões, 66% a mais do que no planejamento anterior.

Redação
03/07/2006 00:00
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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou no dia 30 de junho, o Plano de Negócios 2007-2011 que prevê investimentos totais de US$ 87,1 bilhões, 66% a mais do que no planejamento anterior.

O Plano estabelece, pela primeria vez, meta de produção de longo prazo, de 4.556.000 de barris de petróleo e gás por dia, em 2015.

Além de garantir a sustentabilidade da auto-suficiência, a Petrobras avança na área de gás natural, amplia sua participação na petroquímica, no biorefino e nos biocombustíveis.
 
Do total de investimentos, que é 66% superior ao do plano anterior, US$ 75 bilhões (86%) serão aplicados no Brasil e U$ 12,1 bilhões no exterior. A média anual de investimentos será de US$17,4 bilhões.
 
Dos investimentos no Brasil, além do expressivo crescimento no setor de Exploração & Produção e Abastecimento, destaca-se o incremento em Gás e Energia, para atendimento da crescente demanda desse combustível no País, em distribuição, visando a assegurar a liderança e a expansão da companhia neste segmento.
 
Segundo informa a Petrobras, a companhia está mantendo uma política de preços de venda de seus produtos em linha com o mercado internacional. Com isso, estima-se obter uma geração própria de caixa da ordem de US$ 86,7 bilhões no período (líquido de pagamento de dividendos), recurso suficiente para financiar praticamente, totalidade de seu Plano de Investimentos. As captações no mercado financeiro serão de US$ 12,6 bilhões e a amortização das dívidas de US$ 12,2 bilhões
 
Na atividade internacional, 70% dos investimentos serão aplicados na área de Exploração e Produção, com foco no Oeste da África e no Golfo do México.
 
O Plano apresenta, como premissa fundamental, o posicionamento definido no Plano Estratégico Petrobras 2015, aprovado em maio de 2004, no que se refere refere à Missão, à Visão 2015, e ajustou as estratégias e os objetivos corporativos, dando maior visibilidade e foco no posicionamento da companhia em relação a energias renováveis, informa a Petrobras.
 
"Em linhas gerais, o Plano de Negócios 2007-2011 mantém as metas agressivas de crescimento da Companhia. A produção de óleo, LGN e gás natural no Brasil e no exterior deverá alcançar 3.493 mil barris por dia em 2011, sendo que 2.925 mil no Brasil", se lê no informe divulgado pela empresa.
 
Na área de refino as metas aprovadas refletem a preocupação de manter o equilíbrio entre  produção e capacidade de processamento.

A carga de petróleo processada no Brasil e exterior deverá alcançar 2.376.000 barris/dia em 2011 e 3.201.000 barris/dia em 2015.
 
O plano prevê investimentos de US$ 87,1 bilhões, no período, representando uma média de US$ 17,4 bilhões por ano, sendo 86% (US$ 75 bilhões) no Brasil e 14% (US$ 12,1 bilhões) no exterior. Este montante representa um aumento de 66% em relação ao plano anterior.
 
Dos investimentos no Brasil, além do expressivo crescimento no E&P e Abastecimento, destaca-se o incremento em Gás e Energia para atendimento da crescente demanda de gás no País e em distribuição, visando a assegurar a liderança e a expansão da Companhia neste segmento.
 
Na atividade internacional, 70% dos investimentos serão aplicados na área de Exploração e Produção, com foco no Oeste da África  e Golfo do México.
 
O crescimento da carteira de projetos da Companhia prevê investimentos de US$ 17,4 bilhões em novos projetos, US$ 7,8 bilhões relacionados ao aumento de custos, em função do aquecimento do mercado de equipamentos e serviços do setor, US$ 4,2 bilhões devido a valorização cambial e o restante referente a outros fatores tais como mudança no escopo dos projetos, modelo de negocio.
 
Nos investimentos acima estão incluídos US$ 17,6 bilhões a serem aplicados, pelas diferentes áreas, na cadeia do gás natural no mercado brasileiro. Os parceiros da Petrobras no setor deverão investir US$ 4,5 bilhões adicionais, no mesmo período.
 
A Petrobras comunica, ainda, que continuará com sua política de alongamento do prazo da dívida e redução da alavancagem financeira de forma que, apesar do aumento dos investimetos, o índice de alavancagem financeira média será menor que o do plano anterior.
 
A revisão do plano incorpora, de forma realista, os aumentos do preço do petróleo no mercado internacional. Segundo análise da empresa, este aumento gerou reflexos em toda a cadeia produtiva, principalmente no que diz respeito aos custos de serviços, manutenção, equipamentos e operações especializadas do setor petrolífero, com impactos nos custos de extração e de refino de toda as empresas do setor. O aquecimento da economia mundial também teve reflexo direto em diversos segmentos industriais que compõem a cadeia de fornecedores de insumos e materiais básicos para a indústria.
 
As premissas quantitativas relacionadas às tendências do mercado, de preços e margens do petróleo e derivados, foram reavaliadas, a nível internacional, tendo em vista o elevado patamar de preço do petróleo a partir de 2004.
 
A partir deste Plano, a Petrobras passa a divulgar metas de emissões de gases de efeito estufa, em linha com a sua estratégia de crescimento sustentável.

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