Opinião

Ipea: Brasil não corre risco de falta de engenheiros

Número de profissionais exercendo a atividade tem crescido.

Agência Brasil
06/11/2013 10:08
Ipea: Brasil não corre risco de falta de engenheiros Imagem: Ilustração. Ipea Visualizações: 1036

 

O Brasil não corre o risco de um "apagão" generalizado de mão de obra de engenharia. Essa é a conclusão que está em artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), discutido ontem (5) em debate promovido pelo próprio instituto. Segundo os autores, apesar de ainda estar abaixo de outras profissões, o número de engenheiros exercendo a atividade tem crescido desde os anos 2000 e a tendência é aumentar ainda mais no curto e médio prazo com a graduação de novos profissionais.
O artigo é dos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) Mario Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo, Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Demétrio Toledo e Paulo Meyer Nascimento. Segundo eles, um cenário econômico favorável torna a carreira atrativa - o que vale também para o oposto. O dados analisados por eles mostram que o percentual de engenheiros exercendo ocupações típicas era 29% em 2000 e foi crescendo ano a ano até alcançar 38% em 2009.
A tendência é seguida pela oferta no mercado de trabalho. As vagas para engenheiros cresceram 85% em uma década, chegando a aproximadamente 230 mil profissionais. Os engenheiros apresentam, no entanto, um percentual de ocupações típicas inferior ao outras profissões. O estudo cita a carreira médica, cujo percentual chega a 80%.
"Em termos quantitativos, o mercado tem sinalizado bem. Desde 2005, 2006, com a valorização do prêmio salarial e com a divulgação na imprensa [da falta de profissionais], tem aumentado a procura pelos cursos. As instituições públicas e privadas começaram a ofertar muitas vagas e os alunos responderam. No ano passado tivemos mais alunos procurando engenharia que direito, pela primeira vez na história", diz um dos autores, Bruno de Araujo.
O pesquisador mostra uma preocupação. No longo prazo, caso haja um enfraquecimento da economia é possível que haja também a fuga desses profissionais e a carência pode vir a ser um problema.
Outro artigo apresentado no debate, de autoria dos técnicos do Ipea, Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A. Meyer M. Nascimento, faz uma projeção da demanda por engenheiros. De acordo com eles, a expectativa é que, até 2020, o número de engenheiros requeridos pelo mercado de trabalho formal atinja entre 600 mil e 1,15 milhão de profissionais.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, disse que o Brasil tem aumentado o número de ingressantes em engenharias, especialmente desde 2007, com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).
O Brasil tem 18,8 ingressantes em engenharia para cada 10 mil habitantes, número acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 15,3. Entretanto, o número total de matrículas ainda é a metade da média desses países - 44,5 para cada 10 mil habitantes no Brasil e 78,5 em média para cada 10 mil habitantes nos países da OCDE. "Ainda há o que fazer, mas estamos no caminho certo", avalia Costa.
O Inep planeja uma forma de acompanhamento dos estudantes concluintes de engenharias. A intenção é, em parceria com as instituições, fazer um acompanhamento dos estudantes egressos e verificar de que forma estão atuando no mercado ou no ambiente acadêmico. A proposta ainda está em discussão.

O Brasil não corre o risco de um "apagão" generalizado de mão de obra de engenharia. Essa é a conclusão que está em artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), discutido ontem (5) em debate promovido pelo próprio instituto. Segundo os autores, apesar de ainda estar abaixo de outras profissões, o número de engenheiros exercendo a atividade tem crescido desde os anos 2000 e a tendência é aumentar ainda mais no curto e médio prazo com a graduação de novos profissionais.

O artigo é dos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) Mario Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo, Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Demétrio Toledo e Paulo Meyer Nascimento. Segundo eles, um cenário econômico favorável torna a carreira atrativa - o que vale também para o oposto. O dados analisados por eles mostram que o percentual de engenheiros exercendo ocupações típicas era 29% em 2000 e foi crescendo ano a ano até alcançar 38% em 2009.

A tendência é seguida pela oferta no mercado de trabalho. As vagas para engenheiros cresceram 85% em uma década, chegando a aproximadamente 230 mil profissionais. Os engenheiros apresentam, no entanto, um percentual de ocupações típicas inferior ao outras profissões. O estudo cita a carreira médica, cujo percentual chega a 80%.

"Em termos quantitativos, o mercado tem sinalizado bem. Desde 2005, 2006, com a valorização do prêmio salarial e com a divulgação na imprensa [da falta de profissionais], tem aumentado a procura pelos cursos. As instituições públicas e privadas começaram a ofertar muitas vagas e os alunos responderam. No ano passado tivemos mais alunos procurando engenharia que direito, pela primeira vez na história", diz um dos autores, Bruno de Araujo.

O pesquisador mostra uma preocupação. No longo prazo, caso haja um enfraquecimento da economia é possível que haja também a fuga desses profissionais e a carência pode vir a ser um problema.

Outro artigo apresentado no debate, de autoria dos técnicos do Ipea, Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A. Meyer M. Nascimento, faz uma projeção da demanda por engenheiros. De acordo com eles, a expectativa é que, até 2020, o número de engenheiros requeridos pelo mercado de trabalho formal atinja entre 600 mil e 1,15 milhão de profissionais.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, disse que o Brasil tem aumentado o número de ingressantes em engenharias, especialmente desde 2007, com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

O Brasil tem 18,8 ingressantes em engenharia para cada 10 mil habitantes, número acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 15,3. Entretanto, o número total de matrículas ainda é a metade da média desses países - 44,5 para cada 10 mil habitantes no Brasil e 78,5 em média para cada 10 mil habitantes nos países da OCDE. "Ainda há o que fazer, mas estamos no caminho certo", avalia Costa.

O Inep planeja uma forma de acompanhamento dos estudantes concluintes de engenharias. A intenção é, em parceria com as instituições, fazer um acompanhamento dos estudantes egressos e verificar de que forma estão atuando no mercado ou no ambiente acadêmico. A proposta ainda está em discussão.

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