Energia

Itaipu deve superar o próprio recorde de geração

Produção deve ficar acima de 97 milhões de MWh.

Redação
18/12/2012 10:07
Itaipu deve superar o próprio recorde de geração Imagem: Vertedouro área 2. Imagem aérea Visualizações: 595

 

No ano em que o setor elétrico se ressente dos efeitos de uma estiagem que atingiu boa parte do país, a Itaipu Binacional atinge o maior nível de produção de sua história e reafirma sua importância estratégica para manter o Brasil e o Paraguai na rota do crescimento econômico.
Nesta terça-feira (18), 13 dias antes de fechar 2012, a usina deve estabelecer novo recorde anual de geração de energia, que pertence à própria hidrelétrica. A marca está prevista para ser superada entre 16 horas e 18 horas (horário de Brasília).
O recorde anterior havia sido atingido em 2008, quando a usina gerou 94.684.781 de megawatts-hora (MWh). Agora, a usina caminha para fechar o ano com uma produção acima de 97 milhões de MWh.
Os 94,6 milhões de MWh produzidos por Itaipu já neste ano seriam suficientes para atender o consumo do mundo inteiro por dois dias; da América Latina (exceto o Brasil) por 80 dias; do Brasil por 81 dias; da Argentina por dez meses; e do Paraguai por oito anos e oito meses.
Em território nacional, essa produção atenderia o consumo do estado de São Paulo por nove meses; do Paraná por três anos e sete meses; e da cidade do Rio de Janeiro por seis anos e quatro meses.
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, atribui os números excepcionais deste ano a uma soma favorável de fatores. Entre eles, cita o desempenho da própria usina, a cooperação entre as áreas internas e um trabalho de coordenação com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Eletrobras, Ande (estatal paraguaia) e as demais empresas do setor elétrico dos dois países.
Para que o Brasil e o Paraguai mantenham essa trajetória de crescimento econômico consistente, apresentada na última década, ter energia disponível é fundamental, diz o diretor. “Itaipu contribui produzindo energia limpa e renovável, a partir da hidreletricidade, que é a nossa matriz energética, e seguirá buscando os melhores resultados operacionais”.
Afluência e demanda
Apesar da estiagem em parte do país, o regime de chuvas na Bacia do Rio Paraná, ao longo do ano, foi bem comportado, com afluência média de 11.250 metros cúbicos por segundo. Foi a quinta melhor afluência dos últimos 13 anos.
Os equipamentos responderam bem e o índice de disponibilidade chegou a 93,5%. A capacidade de transmissão da energia elétrica produzida por Itaipu também foi favorável, incluindo investimentos em novas linhas e transformadores.
Entre eles, destacam-se a entrada em operação do transformador T5/R5 na subestação da margem direita de Itaipu, melhorando a capacidade de escoamento de energia para o Paraguai; e a nova linha da Copel, Foz do Iguaçu-Cascavel, de 500 kV, que elevou a capacidade de transmissão para o Brasil.
Em relação à demanda, o crescimento do consumo de energia do Brasil foi de 4%. No Paraguai, chegou a 7%.

No ano em que o setor elétrico se ressente dos efeitos de uma estiagem que atingiu boa parte do país, a Itaipu Binacional atinge o maior nível de produção de sua história e reafirma sua importância estratégica para manter o Brasil e o Paraguai na rota do crescimento econômico.


Nesta terça-feira (18), 13 dias antes de fechar 2012, a usina deve estabelecer novo recorde anual de geração de energia, que pertence à própria hidrelétrica. A marca está prevista para ser superada entre 16 horas e 18 horas (horário de Brasília).


O recorde anterior havia sido atingido em 2008, quando a usina gerou 94.684.781 de megawatts-hora (MWh). Agora, a usina caminha para fechar o ano com uma produção acima de 97 milhões de MWh.


Os 94,6 milhões de MWh produzidos por Itaipu já neste ano seriam suficientes para atender o consumo do mundo inteiro por dois dias; da América Latina (exceto o Brasil) por 80 dias; do Brasil por 81 dias; da Argentina por dez meses; e do Paraguai por oito anos e oito meses.


Em território nacional, essa produção atenderia o consumo do estado de São Paulo por nove meses; do Paraná por três anos e sete meses; e da cidade do Rio de Janeiro por seis anos e quatro meses.


O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, atribui os números excepcionais deste ano a uma soma favorável de fatores. Entre eles, cita o desempenho da própria usina, a cooperação entre as áreas internas e um trabalho de coordenação com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Eletrobras, Ande (estatal paraguaia) e as demais empresas do setor elétrico dos dois países.


Para que o Brasil e o Paraguai mantenham essa trajetória de crescimento econômico consistente, apresentada na última década, ter energia disponível é fundamental, diz o diretor. “Itaipu contribui produzindo energia limpa e renovável, a partir da hidreletricidade, que é a nossa matriz energética, e seguirá buscando os melhores resultados operacionais”.



Afluência e demanda


Apesar da estiagem em parte do país, o regime de chuvas na Bacia do Rio Paraná, ao longo do ano, foi bem comportado, com afluência média de 11.250 metros cúbicos por segundo. Foi a quinta melhor afluência dos últimos 13 anos.


Os equipamentos responderam bem e o índice de disponibilidade chegou a 93,5%. A capacidade de transmissão da energia elétrica produzida por Itaipu também foi favorável, incluindo investimentos em novas linhas e transformadores.


Entre eles, destacam-se a entrada em operação do transformador T5/R5 na subestação da margem direita de Itaipu, melhorando a capacidade de escoamento de energia para o Paraguai; e a nova linha da Copel, Foz do Iguaçu-Cascavel, de 500 kV, que elevou a capacidade de transmissão para o Brasil.


Em relação à demanda, o crescimento do consumo de energia do Brasil foi de 4%. No Paraguai, chegou a 7%.

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