Política

Juiz libera investigações da Operação Lava Jato para CPI da Petrobras

Processo envolve Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

Ascom Ceona
13/06/2014 16:40
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O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou hoje (13) o compartilhamento das provas da investigação da Operação Lava Jato com a CPI da Petrobras. Os parlamentares terão acesso à investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O processo envolve o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Os detalhes sobre supostas contas bancárias secretas do ex-diretor em bancos da Suíça também chegarão aos senadores.
De acordo com o juiz, a CPI poderá auxiliar na investigação. “Considerando que o compartilhamento irá instruir investigação criminal realizada pelo Congresso e de crimes apenados com reclusão (corrupção, peculato e lavagem, aparentemente) e que as provas colhidas neste feito e nos conexos podem servir eventualmente a outras investigações, não havendo ainda princípio da especialidade a impedir o compartilhamento das provas, é o caso de deferir o requerido”, decidiu Moro.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os desvios na construção da refinaria pernambucana ocorreram por meio de contratos superfaturados, feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Segundo o MPF, a obra orçada em R$ 2,5 bilhões, custou mais de R$ 20 bilhões. A investigação indica que os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e de Alberto Youssef, dono de empresas de fachada.
Nesta semana, o Ministério Público da Suíça informou à Justiça Federal brasileira que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões ligadas ao caso. Foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Paulo Roberto Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Do total, US$ 23 milhões pertencem ao ex-diretor da Petrobras, segundo o levantamento suiço.
Paulo Roberto Costa é suspeito de ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Em um dos processos, Costa e Youssef estão envolvidos em desvio de dinheiro na construção da refinaria pernambucana. Na segunda ação penal, Costa é acusado de obstruir as investigações com a cumplicidade das duas filhas, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou hoje (13) o compartilhamento das provas da investigação da Operação Lava Jato com a CPI da Petrobras. Os parlamentares terão acesso à investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O processo envolve o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Os detalhes sobre supostas contas bancárias secretas do ex-diretor em bancos da Suíça também chegarão aos senadores.

De acordo com o juiz, a CPI poderá auxiliar na investigação. “Considerando que o compartilhamento irá instruir investigação criminal realizada pelo Congresso e de crimes apenados com reclusão (corrupção, peculato e lavagem, aparentemente) e que as provas colhidas neste feito e nos conexos podem servir eventualmente a outras investigações, não havendo ainda princípio da especialidade a impedir o compartilhamento das provas, é o caso de deferir o requerido”, decidiu Moro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os desvios na construção da refinaria pernambucana ocorreram por meio de contratos superfaturados, feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Segundo o MPF, a obra orçada em R$ 2,5 bilhões, custou mais de R$ 20 bilhões. A investigação indica que os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e de Alberto Youssef, dono de empresas de fachada.

Nesta semana, o Ministério Público da Suíça informou à Justiça Federal brasileira que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões ligadas ao caso. Foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Paulo Roberto Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Do total, US$ 23 milhões pertencem ao ex-diretor da Petrobras, segundo o levantamento suiço.

Paulo Roberto Costa é suspeito de ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Em um dos processos, Costa e Youssef estão envolvidos em desvio de dinheiro na construção da refinaria pernambucana. Na segunda ação penal, Costa é acusado de obstruir as investigações com a cumplicidade das duas filhas, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

 

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