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Estudo "Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026", da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro destaca investimentos na UPGN do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí; Polo Petroquímico de Duque de Caxias e projetos em Macaé e no Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.
Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
O estado do Rio se consolida em 2026 como celeiro energético do país e pode se tornar o epicentro de uma reindustrialização baseada em produtos químicos de alto valor agregado e em fertilizantes para produção de alimentos no país. Com uma carteira de investimentos que supera a marca de R$ 25 bilhões projetada até 2030, a indústria fluminense avança através de mercados de petróleo, gás, energia e naval.

O objetivo é fazer com que a agregação de valor do petróleo e do gás natural aconteça no estado. Essa transformação ganha urgência diante de um cenário geopolítico internacional volátil, marcado por choques logísticos e pressões sobre cadeias globais de suprimentos.
As avaliações integram a publicação "Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026", produzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), e que será lançada nesta quarta-feira (4/11). "Chegamos a 2026 com uma mensagem muito clara: o Rio de Janeiro se coloca, de forma cada vez mais efetiva, com infraestrutura portuária, energia abundante, disponibilidade de insumos, capacidade tecnológica, mão de obra qualificada e mercado para fortalecimento de novos investimentos nas indústrias petroquímica e de fertilizantes", destaca Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan.
De acordo com Caetano, o desafio agora é transformar todo esse potencial em produção, empregos e renda. "O petróleo e o gás natural são riquezas fundamentais do nosso estado. Mas o seu valor para a sociedade só se multiplica verdadeiramente quando essas matérias-primas percorrem a cadeia de valor e chegam à indústria química, aos plásticos, aos materiais especiais e aos fertilizantes", complementa.
Petroquímica Integrada
De acordo com o documento, que chega a sua quinta edição, a entrada em plena operação da infraestrutura do Projeto Rota 3 e do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, aumentou o patamar de disponibilidade de insumos no estado. Com a capacidade de processamento de gás natural impulsionada pelos dois módulos da UPGN do Complexo, o Rio dispõe de uma oferta robusta de gás natural para alimentar a cadeia petroquímica e de fertilizantes.
Também o tradicional Polo Petroquímico de Duque de Caxias desempenha um papel fundamental. O polo abriga investimentos relevantes em modernização. Destaca-se o projeto Transforma Rio, da Braskem, que prevê um aporte da ordem de R$ 4,3 bilhões para a construção de um novo cracker de etano e a ampliação da produção de polietileno em aproximadamente 230 mil toneladas anuais.
Também a partir de 2028, o Projeto Raia, liderado pela Equinor, poderá adicionar 16 milhões de m³/dia de gás natural ao mercado brasileiro, gerando novas oportunidades para as indústrias petroquímica e de fertilizantes.
Fertilizantes e Soberania Alimentar
Com contribuições de parceiros públicos e privados, o estudo ressalta que o estado fluminense assume protagonismo institucional e tecnológico: além da sede do CEFENP - Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas -, o Rio de Janeiro também contará com o hub escalonamento de tecnologias.
"Além disso, tem os novos complexos industriais no Norte Fluminense, com projetos em Macaé e no Porto do Açu, em São João da Barra, que visam implantar unidades produtoras de fertilizantes nitrogenados de grande porte, aproveitando a proximidade com os gasodutos do pré-sal para a produção de amônia e ureia", aponta a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso (foto).
O ano de 2026 impôs um teste severo à cadeia produtiva com a escassez global e a disparada nos preços do enxofre (insumo vital para a fabricação de ácido sulfúrico). A crise evidenciou que a soberania agrícola não depende apenas de nitrogênio (N), potássio (P) e fósforo (K), mas de toda a cadeia de insumos intermediários.
"O grande desafio da próxima década já não é a descoberta de recursos, mas a execução coordenada de políticas que garantam preços competitivos de gás natural, segurança jurídica e previsibilidade regulatória. Ao transformar a sua riqueza geológica em valor industrial, o Rio de Janeiro lidera a retomada da soberania produtiva do Brasil, gerando emprego e renda", diz Karine.
Esta 5ª edição, conta com a participação da Firjan SENAI SESI, além da Petrobras, Braskem, Nitriflex, SIQUIRJ, ABIPLAST, ASSECAMPE, Veirano Advogados e PSR Energy, e Conselho Empresarial da Firjan Caxias e Região com as análises sobre Petroquímica. Já o capítulo Fertilizantes, tem artigos do MDIC, SEDES-RJ, Mottanai Brasil, UFRRJ e SINPRIFERT.
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