Refinaria

Manguinhos admite ter contrariado lei

Jornal do Brasil
08/08/2005 00:00
Visualizações: 1148

Empresa reconhece falta de investimentos

A Refinaria de Manguinhos admite que contrariou a Lei do Petróleo - conforme antecipou o Jornal do Brasil na edição da última quarta-feira - mas alega que teve motivos. O artigo 72 da Lei determinava investimentos em modernização e ampliação das refinarias privadas entre 1998 e 2003, sob acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas a empresa não investiu o valor estabelecido em contrato. O descumprimento da Lei é apontado pelos petroleiros como causa do fechamento da unidade, na semana passada.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Roberto Odilon Horta, os investimentos permitiriam que Manguinhos se adaptasse gradualmente para processar óleo pesado - predominante no Brasil - em vez de ficar sujeito ao produto leve, importado, cujo preço acompanha as oscilações do produto no mercado externo. O fechamento de Manguinhos, foi decidido após a unidade ter registrado inúmeros prejuízos na atividade de refino, ao ser impedida de passar ao mercado, diante da concorrência da Petrobras, a alta no preço do petróleo.
Manguinhos revela, em relatório enviado ao JB, que chegou a encomendar três projetos à Axens (antes Instituto Francês de Petróleo). O primeiro, de US$ 100 milhões, foi suspenso em 2001, quando uma portaria da ANP tornou a empresa devedora de R$ 200 milhões à União. ``Só em 2004 a ANP foi convencida a anular a cobrança. Mas em 2001, os acionistas de Manguinhos já haviam decidido não assinar o contrato de Modernização, devido às incertezas sobre a situação financeira da Empresa, ameaçada pela cobrança indevida``, justifica a companhia.
Assim, ficaram de lado a construção de nova unidade de destilação atmosférica para 32 mil barris por dia; unidade de vácuo; de hidrotratamento; construção de terminal na área do Porto; aumento na tancagem, e obras ligadas à segurança e meio ambiente. O segundo projeto, de US$ 60 milhões, foi apresentado pela Axens em 2002, quando o preço do petróleo disparou e o dólar se valorizou, levando a empresa a desistir da contratação, diante da incerteza sobre o retorno do investimento. O terceiro projeto, de 2003, foi descartado devido ao descasamento entre preços internos e externos dos combustíveis.
De 1999 a 2005, a empresa informa que investiu US$ 65 milhões em aumento da capacidade de refino e automação, meio ambiente, entre outros itens.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
ANP
Prorrogado para 21/9 o prazo para inscrições no Prêmio A...
03/09/26
Saúde e Bem-estar
Nova clínica no Rio mira demanda de saúde ocupacional da...
03/09/26
ABPIP
Produtores independentes apresentam a candidatos ao Gove...
03/09/26
Bacia de Santos
Shell Brasil adquire participação no bloco exploratório ...
02/09/26
ROG.e 2026
Merax confirma participação na ROG.e 2026 com soluções p...
02/09/26
ANP
Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026: anunciadas as seis e...
02/09/26
Mercado Livre
Comerc Energia celebra 25 anos com solidez financeira, e...
02/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
01/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Etanol de milho
Levedura desenvolvida na Unicamp pode tornar a produção ...
01/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25