Política
Houve um 'boato' de que o governo impediria a votação.
Agência Câmara
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse há pouco que é melhor o governo não se envolver na discussão sobre o projeto que redistribui os royalties do petróleo (PL 2565/11), porque esse é um assunto do Congresso. Ele se referia a um “boato” de que o governo impediria a votação da Medida Provisória (MP) 574/12, prevista para esta manhã, para evitar o destrancamento da pauta e a consequente votação do projeto dos royalties.
Questionado se havia conversado com a presidente Dilma Rousseff e se ela concordava com a votação da proposta, Maia afirmou: “Nesse caso específico, quanto menos o governo se meter, se envolver, melhor”. “Nenhuma estratégia que tente colocar medidas provisórias na frente da votação dos royalties vai prosperar aqui na Câmara. Se essa for a estratégia, volto a dizer: não será mais votada nenhuma medida provisória em comissão mista enquanto não votarmos os royalties na Casa", acrescentou.
O presidente afirmou que vai convocar, nesta quarta (31), quantas sessões extraordinárias forem necessárias para votar o projeto, que, conforme ressaltou, já foi suficientemente discutido na Câmara.
Marco Maia disse ainda que é melhor para o Rio de Janeiro e para o Espírito Santo a votação da proposta do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), pela qual esses estados não perdem recursos. Do contrário, afirmou Maia, poderá ser votada a emenda Ibsen, como ficou chamada a divisão igualitária dos royalties entre todos os estados.
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