Aço

Medidas do governo devem reduzir importação de produtos siderúrgicos, diz entidade

O Plano Brasil Melhor poderá repercutir de modo favorável sobre as importações de produtos siderúrgicos este ano, na avaliação do presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Melo Lopes.

Agência Brasil
05/08/2011 09:39
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O Plano Brasil Melhor poderá repercutir de modo favorável sobre as importações de produtos siderúrgicos este ano, na avaliação do presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Melo Lopes.

 
No primeiro semestre deste ano, as importações foram 36,7% abaixo de igual período de 2010. As estimativas feitas no início do ano pelo IABr são queda de 42% das importações, por causa do elevado nível de estoques no país. As compras no exterior devem ficar em 3,4 milhões de toneladas.

 
Lopes disse ontem (4), à Agência Brasil, que a queda poderá ser maior, levando em conta os efeitos das medidas da nova política industrial, "o que é muito bom". Ele salientou, em especial, o acordo para estabelecer uma alíquota mínima do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) de 2% a 4%, “importante para acabar com a guerra fiscal”.

 
Outra medida bem-vinda é a mudança do escopo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que fará com que o órgão, subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “saia do eixo saúde, meio ambiente e segurança, para fazer verificação de conformidade dos produtos importados”, disse Lopes.

 
Segundo ele, apesar de o setor siderúrgico não ter obtido ganhos específicos com a nova política industrial, os clientes intensivos em aço, como os setores automotivo e de autopeças, foram beneficiados. Isso repercute de modo favorável sobre a siderurgia que enfrenta uma folga de 50% da capacidade de produção.

 
As projeções iniciais feitas pelo IABr para 2011 incluem crescimento da produção de aço bruto de 19% em comparação ao ano passado, somando 39,4 milhões de toneladas. As vendas no mercado doméstico deverão aumentar 18%, com 24,5 milhões de toneladas. Para as exportações, a estimativa é expansão de 42%, atingindo 12,8 milhões de toneladas.
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