Energia
Valor Econômico
O clima no governo acerca do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte era de tranquilidade ontem. Depois de uma reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que durou duas horas, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a expectativa é de que haja dois ou três consórcios, que serão associados à Eletrobras por suas controladas. "O que temos hoje é um consórcio e outros se formando. A Eletrobras já está procurando parceiros. Fez uma consulta e várias empresas se inscreveram. Agora ela vai conversar com essas empresas." Zimermmann afirmou, ainda, que a estatal deve ser minoritária no consórcio que será formado, embora com grande participação: de 40% a 49% das ações. Ele garantiu que não haverá alterações no edital do leilão, pois isso adiaria o processo.
A desistência do consórcio formado por Camargo Corrêa e Odebrecht foi motivada por falta de alterações no edital que melhorassem as condições financeiras aos investidores. A interlocutores, porém, antes do anúncio da desistência do grupo empresarial, Zimmermann disse que alterações no sistema de financiamento definidos pelo BNDES já teriam sido um alívio financeiro relevante aos empreendedores. A tese é de que, depois da entrada em ação da primeira máquina, o risco do empreendimento cai, o que reduz a necessidade de garantia.
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