Gás Natural

Naturgy debate perspectivas e desafios do setor de gás natural no Rio

Durante o FITS Energia, empresa fala sobre descarbonização, biometano, investimentos futuros e desenvolvimento econômico do estado.

Assessoria Naturgy
09/04/2025 07:20
Naturgy debate perspectivas e desafios do setor de gás natural no Rio Imagem: Divulgção Naturgy Visualizações: 2318

A Naturgy, distribuidora de gás natural do estado do Rio de Janeiro, marcou presença no Fórum Global de Inovação e Sustentabilidade debatendo o panorama do mercado no Rio de Janeiro, as tendências e perspectivas do setor e oportunidades para a transição energética. A empresa falou sobre os investimentos de mais de R$ 670 milhões previstos para o interior do estado, o papel do gás natural no processo de descarbonização da indústria e da frota pesada, o potencial da distribuição futura do biometano e os desafios para aumentar a competitividade do combustível e a modicidade tarifária.

Durante o evento, Giselia Seleri, diretora comercial da Naturgy, falou sobre os investimentos de R$ 670 milhões que a empresa fará nos próximos dois anos no interior do estado. "Nesses 27 anos de concessão no Rio, foram investidos R$ 11 bilhões. Em termos de municípios abastecidos, passamos de um município para 43. Neste período, triplicamos a rede de gás no estado e hoje temos mais de 6 mil quilômetros. Nossa malha é nova, revitalizamos toda a rede e este é um processo contínuo. Esse investimento em cinco regiões do estado vai beneficiar 18 municípios, sendo 17 abastecidos e levar gás a mais um, Araruama, além de continuar modernizando a nossa rede. Com isso, vamos aumentar a capacidade de abastecimento, para atender a demanda crescente dos atuais polos industriais em crescimento e aos novos previstos no plano de desenvolvimento do Estado. Assim, apoiamos o desenvolvimento energético e econômico do Rio", explicou.

A executiva ainda destacou o papel do gás natural na transição energética. "O processo de descarbonização já vem acontecendo ao longo dos anos. A partir do momento em que uma indústria substitui o óleo combustível, o diesel ou o GLP pelo gás natural, que é um combustível menos poluente, reduzimos as emissões de CO2 em até 25%. Outra grande oportunidade é o uso do gás no transporte pesado, em caminhões e ônibus. O Rio de Janeiro é protagonista no mercado de GNV, com quase 50% dos postos do Brasil e uma frota de cerca de 1,7 milhão de veículos leves convertidos. Isso já representa um grande impacto em termos de descarbonização e temos potencial para ampliar ainda mais", analisou Giselia.

Para suportar a mudança da frota, em parceria com a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, a Naturgy vem investindo na ampliação do projeto dos Corredores Sustentáveis, para abastecimento da frota pesada em rodovias. A iniciativa já conta com 12 postos adaptados e a meta é, com os investimentos anunciados, construir infraestrutura para 16 novos corredores nas principais rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos demais estados do sudeste. "Desta forma, estamos estimulando o desenvolvimento deste mercado, criando uma demanda, com garantia de segurança energética. Porque o transportista não vai investir no caminhão movido a GNV sem ter a garantia de autonomia no abastecimento. Como distribuidora, temos que planejar e investir em infraestrutura. Hoje, cerca de 2.000 caminhões circulam a GNV nas rodovias. Em 2024, o Brasil consumiu cerca de 200 milhões de litros de diesel por dia no transporte e o país não é produtor do combustível, mas importador. Ao deslocarmos para o gás - que temos em abundância-, geramos ainda além do benefício ambiental, emprego e renda", complementou a executiva.

Biometano: estudo com FGV mapeia potencial de produção no estado
Durante o evento, Rafael Miranda, gerente de Gestão de Ativos da Naturgy, participou de painel sobre transição energética e falou sobre o potencial para o uso do biometano a médio. A empresa firmou parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para levantar o potencial de produção e de demanda de biometano no estado, visando estruturar um panorama inicial do setor. A partir dos estudos, serão definidos futuros investimentos e municípios com melhor perfil para projetos estruturantes.

"O desafio hoje é que muitas vezes onde há produção do biometano, o gasoduto de distribuição da Naturgy está distante ou não tem consumo compatível e onde o gasoduto está presente não tem produção. Por isso, estamos fazendo esse levantamento. Alguns aterros visitados já possuem uma planta de purificação de biogás, produzindo o combustível em volumes comercializáveis. Como o biometano e o gás natural são intercambiáveis, a perspectiva é que a planta possa produzir o biometano para ser injetado na rede de distribuição, caso o investimento de interconexão seja compatível com o volume produzido. Além disso, o aterro e a planta se utilizam de parte do biogás para produzir energia elétrica e comercializar o excedente no mercado livre de energia elétrica", explica Rafael Miranda.

Em futura etapa, o estudo da FGV tem como objetivo apresentar aos municípios mapeados um modelo de negócios com os benefícios em termos de redução de emissões, gestão de resíduos sólidos e potencial de atração de novos investimentos.

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