Energia

NE: térmica gera mais de um terço da energia

Usinas foram responsáveis por 37% do total neste mês.

Diário do Nordeste
29/01/2013 13:51
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As termelétricas continuam operando a carga plena em todo o país. No Nordeste, região que passa pelos problemas mais graves de escassez de chuvas, a energia gerada por meio dessa matriz foi responsável por 37% do total neste mês, levando-se em conta o intervalo entre 1º e 28 de janeiro.
De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema), a região obteve em torno de 5.200 MW (MegaWatts) com geração hidráulica e 3.370 com as térmicas. Especificamente ontem, por exemplo, conforme o boletim de operação do ONS, o Nordeste gerou um volume idêntico em ambas as matrizes.
Média nacional
No país, também ontem, as termelétricas foram responsáveis por gerar 23% da energia do sistema elétrico nacional, enquanto as hidrelétricas tiveram participação de 73,8% do total de 51.700 MW médios gerados, segundo boletim da operação do ONS. O restante é fornecido por usinas nucleares e eólicas.
O Plano Decenal de Energia 2013-2022 (PDE) terá mais usinas térmicas do que o atual, afirmou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim.
Segundo Tolmasquim, as térmicas deveriam operar mais na base do sistema elétrico nacional, mas o preço alto do gás natural é um obstáculo.
"Já estamos fazendo o plano 2022 e já prevemos um pouco mais de térmica entrando. Estamos trabalhando nisso, mas devemos ter mais térmica à gás", disse Tolmasquim sem revelar os montantes.
No documento, a instituição prevê chuvas para o Norte e o Nordeste nesta semana, o que pode melhorar o nível de águas das hidrelétricas nessas regiões, mas para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, a previsão é de chuvas abaixo das registradas na semana passada.
Armazenamento
No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o nível de armazenagem dos reservatórios ontem era de 35,38%, contra 28,9% em 1º de janeiro. No Sul, o nível era de 46,85%, ante 37,7% no início do ano, enquanto o Norte registrava 47% - acima dos 41% do início do mês. O Nordeste é o único a permanecer estável no mês.
Participação
O governo está disposto a expandir a capacidade de geração de energia e para isso planeja uma série de leilões de usinas neste ano, a maior parte ainda no primeiro semestre. Até maio, serão oferecidos novos contratos para entrega de eletricidade nos prazos de três e cinco anos, os leilões A-3 e A-5, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Outro leilão com entrega em cinco anos está previsto para o segundo semestre. E ainda está em estudo uma concorrência de energia de reserva, ainda sem data definida.
Até junho, será a vez de licitar a hidrelétrica Três Irmãos, cuja concessão será retomada das mãos da Cesp pela União. Tolmasquim foi reticente em informar sobre a data do leilão que irá cobrir a demanda das distribuidoras ainda neste ano.
Apesar de admitir a urgência do leilão, o presidente da EPE demonstrou priorizar os leilões de expansão da capacidade geradora do País, o A-3 e A-5, este último voltado à venda da energia da hidrelétrica de Sinop, de 400 megawatts (MW) de capacidade, a ser instalada no Rio Teles Pires, no Mato Grosso.
A usina, um dos últimos projetos de engenharia com grande reservatório de água, foi licitada em dezembro de 2012, mas não atraiu o interesse do investidor. Para que a oferta de energia acompanhe a expansão da demanda, o governo conta também com a participação de térmicas, sobretudo a gás.

As termelétricas continuam operando a carga plena em todo o país. No Nordeste, região que passa pelos problemas mais graves de escassez de chuvas, a energia gerada por meio dessa matriz foi responsável por 37% do total neste mês, levando-se em conta o intervalo entre 1º e 28 de janeiro.


De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema), a região obteve em torno de 5.200 MW (MegaWatts) com geração hidráulica e 3.370 com as térmicas. Especificamente ontem, por exemplo, conforme o boletim de operação do ONS, o Nordeste gerou um volume idêntico em ambas as matrizes.



Média nacional


No país, também ontem, as termelétricas foram responsáveis por gerar 23% da energia do sistema elétrico nacional, enquanto as hidrelétricas tiveram participação de 73,8% do total de 51.700 MW médios gerados, segundo boletim da operação do ONS. O restante é fornecido por usinas nucleares e eólicas.


O Plano Decenal de Energia 2013-2022 (PDE) terá mais usinas térmicas do que o atual, afirmou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim.


Segundo Tolmasquim, as térmicas deveriam operar mais na base do sistema elétrico nacional, mas o preço alto do gás natural é um obstáculo.


"Já estamos fazendo o plano 2022 e já prevemos um pouco mais de térmica entrando. Estamos trabalhando nisso, mas devemos ter mais térmica à gás", disse Tolmasquim sem revelar os montantes.


No documento, a instituição prevê chuvas para o Norte e o Nordeste nesta semana, o que pode melhorar o nível de águas das hidrelétricas nessas regiões, mas para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, a previsão é de chuvas abaixo das registradas na semana passada.



Armazenamento


No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o nível de armazenagem dos reservatórios ontem era de 35,38%, contra 28,9% em 1º de janeiro. No Sul, o nível era de 46,85%, ante 37,7% no início do ano, enquanto o Norte registrava 47% - acima dos 41% do início do mês. O Nordeste é o único a permanecer estável no mês.



Participação


O governo está disposto a expandir a capacidade de geração de energia e para isso planeja uma série de leilões de usinas neste ano, a maior parte ainda no primeiro semestre. Até maio, serão oferecidos novos contratos para entrega de eletricidade nos prazos de três e cinco anos, os leilões A-3 e A-5, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Outro leilão com entrega em cinco anos está previsto para o segundo semestre. E ainda está em estudo uma concorrência de energia de reserva, ainda sem data definida.


Até junho, será a vez de licitar a hidrelétrica Três Irmãos, cuja concessão será retomada das mãos da Cesp pela União. Tolmasquim foi reticente em informar sobre a data do leilão que irá cobrir a demanda das distribuidoras ainda neste ano.


Apesar de admitir a urgência do leilão, o presidente da EPE demonstrou priorizar os leilões de expansão da capacidade geradora do País, o A-3 e A-5, este último voltado à venda da energia da hidrelétrica de Sinop, de 400 megawatts (MW) de capacidade, a ser instalada no Rio Teles Pires, no Mato Grosso.


A usina, um dos últimos projetos de engenharia com grande reservatório de água, foi licitada em dezembro de 2012, mas não atraiu o interesse do investidor. Para que a oferta de energia acompanhe a expansão da demanda, o governo conta também com a participação de térmicas, sobretudo a gás.

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