Gás

Novos empreendimentos no Espírito Santo

A Petrobras anunciou hoje (8) a entrada em operação, no Espírito Santo, de três novos empreendimentos que visam aumentar a oferta de gás ao mercado consumidor: o segundo módulo da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), a pré-operação da Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba

Redação
08/10/2010 10:59
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A Petrobras anunciou hoje (8) a entrada em operação de três novos empreendimentos industriais que visam aumentar a oferta de gás ao mercado consumidor: o segundo módulo da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), a pré-operação da Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba (UTG Sul) e o campo de gás de Canapu, localizado no litoral Norte do Estado. Os projetos integram o Plano Nacional de Antecipação da Produção de Gás (Plangas).

Com o início de operação das duas novas unidades de tratamento, a capacidade nominal de processamento de gás no Espírito Santo atingirá cerca de 12 milhões de metros cúbicos por dia. Com a entrada do Campo de Canapu, que tem potencial para produzir 2 milhões de metros cúbicos por dia, a produção total de gás do Estado, que hoje é de aproximadamente 10 milhões de metros cúbicos, chegará ao mesmo volume nominal do gás processado.

O segundo módulo da UTGC, em Linhares, é integrado por uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e uma Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural (UPCGN). Após ajustes operacionais e estabilização do processo, previstos para ocorrer nos próximos dias, esse módulo elevará a capacidade nominal de processamento da UTGC para 9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, consolidando a importância do Espírito Santo no abastecimento desse insumo para o mercado brasileiro.

Inaugurada em fevereiro de 2006, a UTGC foi projetada, inicialmente, para tratar e disponibilizar ao mercado o gás produzido no Campo de Peroá, localizado no Litoral Norte do Estado. Com a operação do Módulo 2, a capacidade de produção de gás de cozinha (GLP) da UTGC passará para 1.800 toneladas por dia, que serão escoadas por duto para o Terminal Aquaviário de Barra do Riacho, em Aracruz, onde será embarcado em navios gaseiros para abastecer o mercado nacional.

Com a conclusão das obras do Módulo 3, que deverá ocorrer até o início de 2011, a UTGC terá capacidade para processar diariamente até 16 milhões de metros cúbicos de gás natural, 2.700 toneladas de GLP e 5.300 metros cúbicos de condensado.

A Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba está localizada próximo à região de Ubu, no município de Anchieta, a cerca de 100 km de Vitória. A unidade tem capacidade inicial para processar 2,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, produzidos nos campos localizados no Parque das Baleias, na área marítima Sul do Espírito Santo.

O sistema de escoamento e tratamento de gás sul capixaba é integrado pela UTG Sul e por um gasoduto marítimo de 83 quilômetros de extensão, garantindo o escoamento e tratamento de todo o gás produzido na área. Essas novas unidades de tratamento de gás estão estrategicamente interligadas ao Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), o que torna possível o abastecimento das regiões Sudeste e Nordeste, de acordo com as especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O desenvolvimento do Campo de Canapu é o primeiro projeto de produção de gás em águas profundas a operar no Brasil, em lâmina d’água de aproximadamente 1.600 metros. Canapu é um campo de gás não-associado e com potencial para produzir 2 milhões de metros cúbicos por dia, por meio de um único poço (ESS-138), interligado ao navio-plataforma FPSO Cidade de Vitória. Esse FPSO produz, também, gás do Campo de Golfinho, que é enviado para processamento na UTGC.

Como o poço de Canapu está a uma distância de 22 quilômetros da plataforma, a Petrobras inaugurou, ali, uma tecnologia inovadora para viabilizar a produção: o "pipe-in-pipe", que consiste em um duto de 6 polegadas de diâmetro inserido em outro duto, de 12 polegadas, separados entre si por revestimentos especiais. Essa tecnologia elimina um problema comum na indústria do petróleo, que é a formação de hidratos no gasoduto.
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