Mercado

Opep prevê que oferta de petróleo pode ficar menor que a demanda em 2017

The Wall Street Journal, 16/05/2016
16/05/2016 15:25
Visualizações: 1855

Uma contração na produção dos Estados Unidos e cortes massivos nos investimentos em novos projetos vão reduzir o excesso de petróleo no mercado mundial ao longo deste ano, previu a Organização dos Países Exportadores de Petróleo na sexta-feira, acrescentando que o recuo potencialmente derrubará a oferta de petróleo em todo o mundo para um nível menor que a demanda em 2017.

A Opep prevê que mudanças na produção de países que não integram o cartel vão ajudar a reequilibrar um mercado global de petróleo que já viu os preços caírem mais de 50% desde 2014, embora a Opep tenha se negado a reduzir sua própria produção.

A Opep informou em um relatório mensal que a produção de países não ligados à organização vai cair em 740 mil barris por dia do nível de 2015, para 56,4 milhões de barris por dia neste ano, 10 mil barris a menos que o previsto pela Opep anteriormente. A maior parte do declínio será resultado dos esforços das petrolíferas dos EUA para cortar a produção, que passou a dar prejuízos com o desabamento dos preços do petróleo.

"Fora dos EUA, temos visto sinais consistentes de declínio na produção de países que não integram a Opep, o que provavelmente deve deixar o mercado global de petróleo com um déficit líquido em 2017", informou a Opep.

A previsão da Opep é de que a produção americana este ano cairá em 431 mil barris por dia em relação a 2015, para 13,56 milhões de barris por dia. O resto do recuo na produção previsto em países fora da Opep virá de uma redução nos investimentos e atrasos de produção na China, México, Reino Unido, Cazaquistão e Colômbia.

No geral, empresas de petróleo em todo o mundo devem cortar seus investimentos em exploração e avaliação durante 2016, 2017 e 2018, para US$ 40 bilhões por ano, metade do gasto médio anual de 2012 a 2014, informou o cartel.

A redução da produção de países que não integram a Opep está amortecendo o efeito do aumento da produção de membros da organização. Uma reunião entre os países em abril para discutir um congelamento da produção terminou frustrada depois que a Arábia Saudita informou que só iria limitar sua produção se o Irã o fizesse também, de acordo com autoridades da Arábia Saudita e de outros países envolvidos nas negociações.

O Irã, que em janeiro foi liberado das duras sanções internacionais que impediam o país de vender petróleo, não aceitou limites de produção. Sua produção de petróleo em abril foi de 3,45 milhões de barris por dia — um salto de 198 mil barris diários ante o mês anterior, informou a Opep. Isso representou todo o aumento da produção do cartel de março. A produção total da Opep em abril subiu 188 mil barris por dia ante o mês anterior, para 32,44 milhões de barris.

A Opep disse que essa produção mais elevada será absorvida por um aumento da demanda mundial de petróleo. Ela prevê que a demanda aumentará em 1,2 milhão de barris por dia em relação ao ano passado, para 94,18 milhões de barris por dia em 2016.

Como resultado, o mercado começou a nivelar o excesso de petróleo, mostram os dados da Opep. O excesso de oferta global de petróleo foi reduzido para 950 mil barris por dia, com base em números de produção da Opep em abril, em comparação com um excesso de produção de 2,13 milhões de barris por dia em 2015.

A notícia foi divulgada depois de a Agência Internacional de Energia anunciar, na quinta-feira, que o excesso mundial de petróleo havia começado a diminuir. As reservas de petróleo em todo o mundo devem cair para 200 mil barris por dia nos últimos seis meses do ano, em comparação com 1,3 milhão de barris no primeiro semestre, informou a IEA. A agência havia previsto anteriormente que a oferta excederia a demanda a uma média de 1,5 milhão de barris por dia nos primeiros seis meses de 2016.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.